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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

Há uns 2 anos veio o padre cá da terra viver para o nosso prédio. Fez-se anunciar com uma cartinha em cada caixa de correio, juntou os votos de Boa Páscoa e tal e tal. Era simpático, mas cromíssimo. Uma vez entrei no elevador, no R/C, onde o sr. padre já vinha, vindo da garagem. Vinha a ler, livro aberto numa mão e a outra ocupada com qualquer coisa. Quem é que lê no elevador entre a cave e o 2º piso!? Enfim. Foi substituído por outro padre passado uns tempos, um rapaz novinho que mais parece aluno de liceu - não fosse a batina, claro. Por razões que agora não interessam, assisti a um evento na igreja onde o senhor padre aproveitou para dizer umas palavras. Fiquei horrorizada. Ali mesmo, em frente a umas boas dezenas de pessoas, confessou-se apaixonado por Bento XVI (Ratzinger). Sim, a palavra que usou foi "apaixonado".

Entretanto o tempo foi passando e nós afastadíssimos dos temas relacionados com a igreja e o padre, como sempre (somos ateus do mais convicto que há e até com uma certa "alergia" à Igreja Católica - e não só). Até que há uns tempos nos contaram cenas dignas de telenovela que eu honestamente achava que só seriam possíveis algures na TVI Ficção. Cenas estas que incluem o padre andar a ser assediado e ameaçado - parece que alguém (dizem as más línguas que as beatas mais supostamente devotas) não gosta deste novo padre e anda a tentar fazer de tudo para o mandar embora. Parece que não só o senhor ficou com medo de andar no seu carro e trocou-o ou anda com um outro carro emprestado pela Diocese, como recebeu no outro dia uma estranha encomenda... Uma cabeça de pato (morto, obviamente) pejada de alfinetes!

Parece mentira, só que não é. Quem é que é capaz de fazer uma coisa destas!? Bons católicos, cheios de amor no coração, seguramente...