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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

Os nossos vizinhos eram terríveis. Várias vezes estive para chamar a polícia, tal era a animosidade das coisas. Um casal e um puto. A senhora tinha ataques histéricos e gritava, do fundo da sua capacidade torácica, gritava muito. Às vezes gritava com o filho, normalmente um gutural "caaaaaala-te!". Outras vezes gritava com o Universo, ou assim me parecia, só um grito de horror, ou desespero, ou se calhar cansaço. Sei que a primeira vez que ouvi um destes gritos pensei que estava a ocorrer um crime, ou que tinha sido encontrado alguém morto. Quando uns segundos depois o grito se repetiu, com uma intensidade menor e mais umas palavras a acompanhar, percebi que afinal era algo bem menos dramático e larguei o telefone (já estava a ligar para a PSP). Mas os gritos piores eram os gritos dirigidos ao marido, pela frequência, intensidade e sobretudo pelas frases horríveis que veiculavam. Desde "és o pior pai do mundo" a "espeto-te uma faca na cara" ou mesmo, para o filho, "o pai odeia-nos, odeia a mãe e odeia-te a ti", com uma palavrões pelo meio, tudo era possível.

Depois as coisas acalmaram bastante. Tanto que chegámos a pensar que se tinham mudado. Mas não. Tiveram mais um filho.

 

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