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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

Eu tenho uma confissão a fazer. Que só é confissão neste fórum, porque na minha "vida real" toda a gente sabe, há décadas, do que é que a casa gasta. O meu vício, o único, é uma paixão desmesurada, uma vocação inusitada, um chamamento. Viajar. É o que consegue dar-me ânimo se tudo o resto correr mal, alegria genuína, excitação, orgulho de estar viva e a aprender tantas coisas, restaura-me uma inocência pueril, inunda-me de ambições gigantes.

Se morresse agora, neste momento, levava fantásticas memórias de aventuras em muitos lugares, que guardo como se de amigos se tratasse, daqueles íntimos, com quem partilhámos alguma coisa profunda, mesmo que durante pouco tempo. E levava comigo uma angústia sufocante de não ter embarcado em mais aventuras, de não ter feito amigos entre outros sítios que me povoam os sonhos desde sempre.

O mundo é tão esmagadoramente grande e intenso, infinito, e tão pequenino. Do mundo que carrego comigo, não como um fardo, mas antes um tesouro fechado na palma da mão, o meu mundo, egoistamente só meu, faço biografia com mapa de memórias. Este mundinho infinito provoca-me, seduz-me. - caraças, que privilégio estar viva e ser testemunha de tanta e tão extraordinária beleza! Que bom, estar apaixonada pela vida.