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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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O original é do incontornável José Mário Branco. A interpretação desta versão é do fantástico Camané e dos geniais Dead Combo.

E o poema é tão perfeito...

 

Inquietação

José Mário Branco

 

A contas com o bem que tu me fazes 
A contas com o mal por que passei 
Com tantas guerras que travei 
Já não sei fazer as pazes 

São flores aos milhões entre ruínas 
Meu peito feito campo de batalha 
Cada alvorada que me ensinas 
Oiro em pó que o vento espalha 

Cá dentro inquietação, inquietação 
É só inquietação, inquietação 
Porquê, não sei 
Porquê, não sei 
Porquê, não sei ainda 

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer 
Qualquer coisa que eu devia perceber 
Porquê, não sei 
Porquê, não sei 
Porquê, não sei ainda 

Ensinas-me fazer tantas perguntas 
Na volta das respostas que eu trazia 
Quantas promessas eu faria 
Se as cumprisse todas juntas 

Não largues esta mão no torvelinho 
Pois falta sempre pouco para chegar 
Eu não meti o barco ao mar 
Pra ficar pelo caminho 

Cá dentro inquietação, inquietação 
É só inquietação, inquietação 
Porquê, não sei 
Porquê, não sei 
Porquê, não sei ainda 

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer 
Qualquer coisa que eu devia perceber 
Porquê, não sei 
Porquê, não sei 
Porquê, não sei ainda 

Cá dentro inquietação, inquietação 
É só inquietação, inquietação 
Porquê, não sei 
Mas sei 
É que não sei ainda 

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer 
Qualquer coisa que eu devia resolver 
Porquê, não sei 
Mas sei 
Que essa coisa é que é linda

 Jóhann Jóhannsson – Odi et Amo, Jóhann Jóhannsson é um compositor Islandês de Música Clássica contemporânea, já compôs para teatro, cinema, tv e dança e ganhou um Globo de Ouro pelo filme The Theory of Everything.

Vamos ouvir falar dele porque está a preparar a Banda Sonora do Blade Runner 2049, a sequela do Blade Runner, portanto vai ter a díficil tarefa de "substituir" o Vangelis.

Antes de toda a celeuma do Festival da Canção já tinha lido sobre o "irmão da Luísa Sobral", opiniões de amigos ligados à música, sobretudo. Gosto da música da Luísa, o "meu som" de eleição pende bastante para o jazz vocal, mas não me deixa em êxtase e nunca me tinha dedicado a investigar o tal irmão. Por isso, também não tinha associado o Salvador ao puto betinho que tinha aparecido nos Ídolos uns anos antes e com quem eu embirrava, por ser betinho (como embirro com todos os betinhos).

Depois calhou ouvir a canção do Festival, "Amar pelos dois" e foi amor ao primeiro acorde. Lindo demais! A simplicidade poética da letra e da melodia já são perfeitas, mas a interpretação do Salvador Sobral tornou a canção realmente especial. E aí pus-me a pesquisar e a sorver a música do álbum "Excuse Me", que me tem acompanhado com muita frequência, a ponto do senhor gajo sugerir que fiquei um pouco obcecada. Só porque a cada música que descobria falava-lhe nela, citava-lhe porções dos poemas e repetia "isto é muita bom!"

Ontem fomos ao concerto do Salvador Sobral no Seixal e ficámos completamente arrebatados. Caramba, o puto é um animal musical! Todo ele é melodia. Ele sussurra ao microfone, ele uiva para dentro do piano, faz "air trumpet" de grande qualidade, contagia com uma espontaneidade muito castiça e... canta bem p'ra caraças! Os músicos que o acompanharam são top notchJúlio Resende no piano, André Rosinha no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria. O espectáculo foi brilhante, divertido e realmente excelente. Não acreditem em mim, o concerto vai passar na RTP1 na próxima quinta-feira, 05/05 no sábado, 06-05, por volta da meia-noite. 

 

 Neste MEME vão ser 2 músicas porque acho que faz sentido e porque se complementam bem ambas dos Mogwai banda escocesa de Glasgow e na 1ª música temos um excerto duma entrevista onde o Iggy Pop num estado alterado explica o que é o Punk Rock a um apresentador incrédulo e uma assistência espantada mas rapidamente rendida ao pedaço de sabedoria que o Iggy consegue exprimir.

Stars of the Lid - The Lonely People (Are Getting Lonelier), Música ambiente tantas vezes vilipendiada por ser intitulada de música de elevador ou música para adormecer esta é da boa e serve para adormecer (falo por experiência própria) um dos membros desta banda é também membro dos A Winged Victory for the Sullen que já teve aqui o seu Momento Ecléctico Musical Elitista.

 Pode parecer mas não esta rubrica não virou para uma toada mais erótica (não que houvesse nenhum mal nisso) mas desta vez faz sentido porque não é todos os dias que um álbum tão significativo como este faz 50 anos (e uma semana) que foi lançado.
Escolhi a Venus in Furs como podia ter escolhido qualquer uma das outras tão rock, drogas e sexo mas esta é a minha favorita.

Música Clássica porque faz bem, nada de franzir o sobrolho caros ouvintes.

Está música surgiu-me aos ouvidos de 2 fontes completamente independentes, num programa francês sobre publicidade aqui (versão mais curta da música) e da banda sonora do Barry Lyndon um dos filmes menos conhecidos (injustamente) do Stanley Kubrick.