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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

Está um calor infernal - aposto que já tinham reparado mesmo antes de eu dizer...

Só apetece estar de molho, fechados numa divisão com ar condicionado ou ventoinhas a bombar, ou a curtir uma sombra fresquinha com uma aragem a correr. Na mão convém estar uma bebida fresca, e os gulosos não dispensarão um sorvete. Mas ontem descobri o melhor refresco de sempre, muito melhor que gelados cheios de açúcares excessivos e corantes, muito mais saudável, e arrisco-me a dizer que ainda melhor que um belo nicecream paleo (banana congelada e triturada, com variações a gosto). Cerejas. Congeladas. É só lavar e tirar o pé, secar um pouco e congelar. Que ma-ra-vi-lha! Para ir comendo assim mesmo, geladas, à dentada, uma a uma. E o calor a dissipar...

O mesmo se aplica a ginjas, amoras, framboesas, mirtilos...

Para os masoquistas que gostam de calor, aproveitem também, com as cerejas por companhia...

 

  • 1 alho francês grande (só a parte branca)
  • 1 couve-flor grande
  • 2 dentes de alho
  • 0.5 dl azeite virgem
  • 1 colher chá de curcuma (açafrão-das-índias) em pó
  • 1 colher chá de gengibre em pó
  • 2 ou 3 paus de canela
  • sal marinho
  • pimenta preta moída na hora
  • água q.b.

Para quem adora canela, curcuma e couve-flor, como eu, esta sopa é das coisas mais deliciosas que se pode cozinhar em menos de nada. É super fácil de preparar, tem poucos ingredientes, e fica um creme aveludado e perfumado absolutamente irresistível.

Aos ingredientes listados acima ainda acrescentei um rabanete grande e lindo que estava no frigorífico e achei que ficava bem melhor dentro da panela.

Dentro da panela da sopa coloca-se o dente de alho grosseiramente picado e o azeite. Se quiser usar uma cebola picada, é aqui o momento (não usei). Deixar alourar um pouco e juntar os restantes vegetais, cortados em pedaços. Tapar com água a ferver (poupa-se imenso tempo se acrescentar a água já fervente em vez de fria, por isso o jarro térmico é o grande aliado neste momento), colocar os temperos e deixar em lume médio até os legumes ficarem bem cozidos. Retirar os paus de canela e passar tudo com a varinha mágica. No final, se necessário, rectificar os temperos.

Servir quente e, se se gostar, com uma colherinha de leite de coco para contrastar.

 

Esta sopa está cheia de ingredientes conhecidos por estimular a imunidade e pela sua acção anti-inflamatória, além de que se diz que "aceleram" o metabolismo (efeito da actividade estimulante da canela, picantes e gengibre). Independentemente disso, fica um creme muito suave e agradável ao paladar, com sabores exóticos e muito elegantes.

Como eu abuso da curcuma, a minha sopa fica de um amarelo quase fluorescente...

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Não somos católicos, mas mesmo enquanto ateus praticantes compreendemos que a tradição (mais do que a religião) dita que na sexta-feira santa não se coma carne na maior parte dos lares portugueses. Também por isso fica uma "receita" de um peixe muito apreciado cá em casa, na versão simples-mais-simples-não-há.

Porque às vezes não há tempo ou paciência para fazer algo mais elaborado, e felizmente há opções saudáveis ao dispôr, fazer uma bela refeição pode ser tão simples quanto tirar um filete de salmão com ervas da embalagem e seguir as intruções para o fazer no forno. É da gama Deluxe do Lidl e vem em duas variedades de ervas. Esta é a de ervas da Provença. Juntei no mesmo tabuleiro umas rodelas finas de batata doce e mais alguns vegetais e cogumelos, que polvilhei apenas com uma mistura de sal e pimenta Sechuan (coloco a mistura no moinho de pimenta e uso para temperar quase tudo) e pronto, almoço delicioso num instante!

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Ingredientes:

  • 3 postas de bacalhau demolhado
  • 1 lata de leite de côco
  • caril em pó
  • 1/2 couve roxa
  • 2 talos de aipo
  • 1/2 couve-flor
  • azeite 
  • sal, pimenta, louro, cravinho, coentros, gengibre q.b.

 

Preparação:

Cozer o bacalhau com um cravinho e uma folha de louro para aromatizar e reservar a água. Retirar a pele e as espinhas e lascar o bacalhau grosseiramente.

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Cortar as couves em juliana e os restantes legumes em pedaços pequenos. Pode-se usar virtualmente qualquer legume que se goste (ou que se tenha dentro do frigorífico, que foi o meu caso). Colocar dentro de uma caçarola com um pouco de azeite, alho esmagado, pimentas moídas na hora, gengibre em pó, cominhos e sal a gosto. Deixar os legumes amolecer e se necessário, acrescentar um pouco da água de cozer o bacalhau. Quando o volume estiver claramente diminuído e os legumes já tenros acrescentar um pouco do leite de côco (1/5 da lata) para dar cremosidade.

À parte, numa frigideira larga, colocar 4/5 do leite de côco (uso o do lidl, que é maravilhoso - normalmente fica separado na lata em uma pequena parte de água e uma grande parte de óleo/creme de côco, o que é excelente), bastante caril em pó (eu ainda reforcei com mais curcuma e os restantes temperos a gosto. Deixar apurar em lume baixo e afinar a textura do molho com a água de cozer o bacalhau. Quando o molho estiver a ferver juntar as lascas de bacalhau e envolver bem. Deixar ao lume apenas durante uns minutos, para não desfazer o bacalhau. Juntar coentros imediatamente antes de retirar do lume e servir com os legumes.

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Sugiro acompanhar com um bom vinho verde fresco, para acalmar o palato. 

Ingredientes:

  • beringela
  • cenoura
  • pesto verde
  • cogumelos
  • mozzarela
  • azeite
  • sal, pimenta e cominhos q.b.

 

Num tabuleiro, pincelar um pouco de azeite. Cortar beringela em rodelas de cerca de 1cm. Colocar um pouco de pesto verde em cada rodela. Por cima, colocar cogumelos em fatias finas, cenoura em rodelas muito finas ou outros legumes que se prefira (courgette, tomate...). Temperar com sal, pimenta e cominhos a gosto. Finalizar com uma rodela de mozzarela fresca e levar ao forno até o queijo estar derretido.

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Ingredientes:

  • 3 postas peixe cozido (usei filetes de paloco, mas qualquer peixe serve)
  • legumes cozidos a gosto (usei brócolos, cenouras, beringela e alho francês)
  • 1 lata de atum em água
  • 3 ovos
  • queijo ralado
  • temperos a gosto

Passar os legumes no robot de cozinha. Temperar com sal, pimenta, cominhos e ervas a gosto. Misturar com o atum, o peixe cozido desfiado e o queijo. À parte, bater os ovos. Envolver na mistura. Deitar numa forma de pão ou de bolo e polvilhar com mais queijo. Levar a forno médio cerca de 20 minutos ou até o queijo ficar dourado. Servir quente.

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Uma pessoa anda a manhã inteira em cima de escadotes bamboleantes, a amarinhar pelos armários acima, em limpezas, armada em dona-de-casa-alpinista. Senta-se na cadeira mais confortável da casa, inclina-se para a frente e... cai um valente trambolhão, com a cadeira por cima.

Resultado: uma marca negra no chão, duas marcas negras no rabo. 

Eu adoro couve-flor! Em sopa, cozida, assada no forno com especiarias "fortes" (caril, por exemplo), e ainda desta nova forma que descobri com a mudança para a vida "paleo": como se de arroz se tratasse, para um excelente acompanhamento para qualquer tipo de pratos.

Separar os floretes e folhas externas da couve-flor (a maior parte das pessoas não aproveita mas eu recuso-me a desperdiçar as folhas e talos se estão em boas condições) e lavar. Ir picando numa picadora ou processador até ficar com uma textura que faz lembrar arroz.

Numa frigideira ou num wok, aquecer um fio de azeite. Colocar um alho esmagado ou picado, a couve-flor, sal, pimenta acabada de moer e os temperos que mais gostarem (eu normalmente uso gengibre em pó, cominhos e um pouquinho de piri-piri). Saltear uns minutos e usar como acompanhamento ou base de uma óptima refeição saudável. Algumas sugestões: "empadão de arroz" e atum, com carne picada, com mais legumes e ovo mexido tipo "arroz xau-xau", num risotto de gambas ou cogumelos...

  

Encontrei este quadro muito interessante e que responde a uma questão que, parecendo óbvia, não é.

Quando é que devemos lavar a roupa? Além da resposta óbvia, "quando estiver suja", quando não se suja visivelmente a roupa, há peças não tão simples para decidir. Por exemplo, fatos de homem ou calças de ganga. Confesso que não espero que as jeans cheirem mal para as lavar (por comichices cá da minha cabeça), mas de resto cumpro com todos os pontos. E vocês?

 

 

Ingredientes:

  • 1 lombo de porco
  • 1 dl de azeite extra virgem
  • sal marinho q.b.
  • mistura de ervas para caça
  • alho em pó
  • gengibre em pó
  • sumo de 1 limão
  • sumo de 1 laranja
  • 1 dl de cerveja preta*

*A cerveja não é paleo e não era a minha ideia inicial. Tinha em mente usar um copo de vinho branco para o molho, mas quando o lombo já estava no forno é que reparei que afinal não tinha o vinho branco que queria usar (e não me apeteceu "desperdiçar" vinho demasiado bom no lombo), por isso recorri a uma lata de cerveja preta que ainda tinha.

 

Temperar de véspera o lombo de porco com o azeite misturado com bastante alho (usei em pó mas podia ter usado massa de alho ou alho fresco esmagado), sal marinho, pimenta moída na altura, gengibre em pó e as ervas. Espremer um limão e uma laranja e acrescentar à marinada.

No dia seguinte, colocar em forno médio e ir regando e virando o lombo, para ambos os lados ficarem bem cozinhados. Quando o molho começar a secar, juntar a cerveja. Deixar ficar bem tostado e servir em fatias fininhas, com bons legumes a acompanhar. Uma delícia!

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Ingredientes

  • 4 ovos
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 2 colheres de sopa de farinha de mandioca
  • 5 colheres de sopa de linhaça castanha moída
  • 2 colheres de sopa de avelã moída
  • 1/2 chávena de sementes de sésamo
  • 1 colher de chá de fermento
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • sal q.b.

 

Começar por bater os ovos, o sal e o azeite. Ir incorporando de seguida os ingredientes secos. Deitar numa forma de silicone e por cima, se quiser, ainda pode colocar mais sementes (usei de girassol). Coze em forno médio durante cerca de 30 minutos.

Ainda morno com manteiga é um mimo para paleos com desejos de pão! ;-)

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A definição oficial de pelintra abarca quem é pobre ou mal-arranjado, mal vestido, forreta, sovina, somítico... Mais valia porem uma fotografia minha, porque sou tudo isso!

 

Além de ser uma forreta, tenho o terrível vício das viagens, que é coisa em que nunca tenho pena de gastar dinheiro porque acho que é o melhor uso que lhe posso dar. E custa-me dar muito dinheiro por coisas materiais porque essa verba poderia estar a ser canalizada em algo que realmente merece a pena - leia-se: viagens, passeios, refeições, espectáculos. Por exemplo, com o dinheiro de um iphone eu poderia pagar os vôos de umas férias na Ásia; com o dinheiro de um par de botas de marca, eu iria passar um fim de semana a Barcelona; com o dinheiro de umas calças de ganga de marca poderia jantar fora num sítio bom ou ir a 2 ou 3 concertos. Como estes exemplos, há mais mil e, não parecendo à primeira vista uma poupança significativa, tudo junto é o suficiente para que uma assalariada com um salário mil-eurista consiga coisas que lhe valem muito, como não dever nada a ninguém (além do crédito habitação), poder viajar para o estrangeiro sempre que lhe der na real gana (e os parcos dias de férias o permitirem), ter uma casa confortável em que não falte nada, fazer uma compra particular ou ir comer fora ou a um concerto ou peça de teatro ou ao cinema sempre que queira, sem estar à espera do fim do mês como muitas pessoas em condições idênticas.

Vai daí, a minha pelintrice inata é uma mescla da condição de pobre e mal-paga com a opção de poupar tostões para as coisas que realmente (me) interessam. Mas que ninguém se iluda, não há facilidade nenhuma em ser pelintra. A pelintrice exige esforço, concentração, espírito de sacrifício, muito foco e uma grande dose de desenrascanço.

 

Ando a matutar no tema e cheguei a uma lista de 10 caratcterísticas que permitem diagnosticar um bom pelintra, que também pode perfeitamente ser uma lista de 10 belíssimas dicas de poupança.

 

1 - Está sempre a par das promoções. Seja nas lojas físicas ou online, seja na farmácia ou supermercado. Tem cartão de cliente de tudo o que permita obter desconto.

2 - Está registado em alguns daqueles sites de descontos, ou pelo menos num agregador (a je usa o Forretas). Raramente compensa, mas de quando em vez surge um bom negócio e o pelintra não quer deixá-lo passar em branco!

3 - Não consegue resistir a uma pechincha, nomeadamente nos saldos, mesmo que só vá usar no ano seguinte.

4 - Faz stock de bens não perecíveis que compra com desconto. (A minha arrecadação tem uma belíssima colecção de papel higiénico, rolos de cozinha, desodorizantes, champôs, detergentes vários...)

5 - Não tem a menor dúvida de que se vivesse nos EUA seria um daqueles maluquinhos dos cupões que se vê na trash TV, que conseguem comprar 4 carrinhos de supermercado cheios até acima e pagar menos de 20 USD. Sendo tuga, leva em cada visita ao supermercado todos os cupões que encontrou.

6 - O pelintra usa as coisas que tem até ao último suspiro. Cola sapatos descolados, cose roupa com buraquinhos (incluindo meias e cuecas), transforma calças rotas em calções e camisas com os punhos desfeitos em camisas de manga curta, rapa o fundo das embalagens. lambe a tampa dos iogurtes e junta água aos detergentes para aproveitar até à última gota.

7 - O pelintra não desperdiça nada e reutiliza tudo o que pode. Guarda os laços dos presentes, frascos e frasquinhos, talheres de plástico, caixas vazias, germina caroços de frutos e do que mais se lembre, usa papel impresso como folhas de rascunho e põe borras de café nos vasos de plantas.

8 - O pelintra guarda sempre os pequenos artigos de higiene que os hotéis colocam à disposição - e se deixado à solta pode mesmo subtrair uma ou duas mantas dos aviões (as melhores são as da Lufthansa!).

9 - Apesar de ser fã do conceito, o pelintra não é fã de mealheiros, porque os porquinhos não rendem juros. Prefere meter as poupanças numa conta aforro ou num PPR.

10 - O pelintra leva almoço de casa para o trabalho sempre que pode. A marmita é a sua grande amiga e não se chateia nada de comer restos do dia anterior. Se vai comer fora e sobra alguma coisa, traz consigo um doggy bag, quer exista doggy ou não!

E o vosso nível de pelintrice, qual é? Fazem algumas destas coisas ou outras? Contem-me tudo.

É tão simples que nem vale a pena listar ingredientes.

Agarrar nas belas das maçãs (da variedade que vos apetecer e tiverem por casa) e lavar bem. Descaroçar. Com uma faca, dar um golpe em toda a volta da maçã, só para quebrar a pele (e as maçãs não rebentarem).

Colocar um pau de canela em cada orifício e, se forem tão viciados em canela como eu, polvilhar com mais canela em pó. Para quem gosta, um niquinho só de erva doce vai dar uma reviravolta aos sabores familiares, e para melhor! Depois é só colocar num prato e levar a assar no microondas (o tempo varia com a potência de cada microondas, a quantidade e tamanho das maçãs, mas uns 3 minutos costumam ser suficientes). E já está! Ficam com uma sobremesa espectacularmente aromática e que aconchega qualquer um num dia frio.

(Claro que podem variar e ir inventando um pouco, como polvilhar com umas amêndoas laminadas ou regar com um pouco de vinho do Porto, mas lembrem-se que as maçãs já são bastante ricas em açúcar, por isso não é para abusar, só para confortar de vez em quando.)

(Foto daqui.)

Há duas coisas na vida de pelintra que se unem numa etiqueta cor-de-laranja: o combate ao desperício e a redução de preço.

O que é a etiqueta cor-de-laranja? É a etiqueta que, no meu supermercado de eleição, significa que o produto está com 30% de desconto por aproximação do prazo de validade. A maior parte dos super e hipermercados utiliza algum tipo de oferta ou promoção para escoar produtos com maior proximidade da data de validade, sejam os descontos directos em percentagem, os "leve 2 pague 1" ou outros.

Conheço (muitas) pessoas que quando determinado produto excede o prazo de validade simplesmente o deitam fora, e isto põe-me os cabelos em pé! Ora, se não está estragado, porque motivo se vai desperdiçar um produto que nos custou dinheiro, e que tanta falta faria aos milhões de pessoas que não podem consumir esse produto porque não o podem pagar (sim, há 800 milhões de pessoas que vivem abaixo do limiar de pobreza e 2 destes milhões são portugueses).

A imensidão de alimentos (e outros produtos) que são produzidos e não são consumidos são uma absoluta obscenidade. Se os produtos se estragam nas prateleiras dos supermercados ou nos meandros que vão desde o produtor à distribuição aos clientes finais, é outra conversa - e que também pode e deve ser corrigida, não só devido à insustentabilidade económica que causa em vários pontos, mas sobretudo devido ao desastre ecológico que implica o esforço supérfluo na produção (esforço esse que, não nos enganemos, é suportado por um só planeta e portanto responsabilidade de todos). Mas torna-se ainda mais obsceno, ridículo e irresponsável rejeitar produtos em excelentes condições apenas porque há uma data escrita na embalagem.

O que é a data de validade? Para começar, há que distinguir entre o que é uma data-limite, data a partir da qual a segurança alimentar do produto não é garantida, pelo que a sua comercialização não é permitida, e o que é o período de durabilidade mínima, que se traduz normalmente na indicação "consumir de preferência antes de", mas que não significa, de todo, que o produto deixe de estar em condições para ser consumido.

Em qualquer dos casos, se é um produto fresco que se planeia consumir nos próximos dias, porque não aproveitar o desconto? Por exemplo, os iogurtes e leite são quase sempre pasteurizados ou ultra-pasteurizados, aguentam perfeitamente vários dias ou mesmo semanas depois da data. Se estiverem estragados, vai notar-se a embalagem "inchada" e aí sim, deve rejeitar-se. Mesmo em se tratando de produtos que não se cosuma com brevidade, nos produtos que se podem congelar, esta é mais uma forma de estender (e muito!) a data de validade. É o que costumo fazer com a carne embalada, por exemplo. 

Como em quase tudo na vida, há que pensar um bocadinho e recorrer ao bom-senso. Será que as pessoas que deitam fora os iogurtes a partir da data de validade pensam que os microorganismos dentro da embalagem se regem por um calendário e começam a reproduzir-se feitos doidos a partir daquela data? Ou não pensam de todo? Estou mais inclinada para a segunda opção - mas isso sou eu, que tenho mau feitio.

1 Kg de peitos de frango

Meio frasco de pesto verde (uso da marca Baresa, do Lidl)

5/6 fatias de queijo flamengo ou outro que prefira

Manteiga

Sal e pimenta q.b.

 

Limpar os peitos de frango cuidadosamente, retirando todos os veios de gordura e abrir ao meio com uma faca afiada. Colocar uma folha de película aderente em cima e usar um martelo de carne ou marisco para uniformizar a espessura do frango. Temperar com sal marinho artesanal e pimenta moída na altura (uso uma mistura incrivelmente aromática de pimenta sechuan com pimentas branca e negra). Barrar cada "bife" com pesto verde (cerca de uma colher de chá bem cheia) e por cima colocar uma fatia do queijo. É preferível utilizar queijo que derreta bem, como o flamengo ou chévre. Enrolar os "bifes" da parte mais fina para a mais larga e prendendo com palitos de madeira, tentando ao máximo deixar o recheio completamente no interior.

Alourar os rolos em manteiga ou azeite durante uns 6 ou 7 minutos. Colocar num tabuleiro e levar ao forno a 180ºC-200ºC para terminar de cozinhar.

Sugestões de acompanhamento: batatas doces em palitos no forno ou fritadeira de ar quente, pinceladas com uma mistura de azeite, caril, piri-piri e cominhos, e salada de agriões e espinafres baby com laranja.

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Ambientador ecológico e low cost, e ainda uma maneira de reutilizar uma das maiores maravilhas da natureza no que aos aromas diz respeito, quem quer?

 

Falo de uma solução caseira usando paus de canela, esse ingrediente fantástico existente em qualquer cozinha. Eu sou suspeita para falar, porque a canela é um dos meus aromas e sabores de eleição, mas desde que tive esta brilhante ideia não quero outra coisa.

Perfeito para borrifar na cozinha, sobretudo depois de cozinharmos coisas que deixam um odor persistente no ar, como caril, mas também ideal para ser usado na casa de banho e deixar um cheirinho fresco, ou em qualquer divisão da casa, e mesmo nos armários de sapatos, por exemplo.

 



Como fazer? Colocando em uso a política dos 3 Rs:

- Reduzir o consumo de sprays nocivos para o ambiente, bastando para tal não os comprar! ;-)

- Reutilizar um frasco borrifador (eu uso uns de um produto para o cabelo, mas qualquer um que permita abrir e encher serve, enquanto o borrifador estiver a funcionar).

- Reciclar, dar um novo uso a algo que já foi usado. Neste caso, a paus de canela que já passaram por um gostoso arroz doce, ou um chá, o que seja.

Lavar 2 ou 3 paus de canela em água, esfregar com os dedos se for necessário para retirar eventuais resíduos de comida. Depois, deitá-los no frasco borrifador. Encher com álcool etílico.
Depois é deixar a macerar uns dias, até o álcool ficar amarelo (quanto mais tempo passar, mais intenso ficará o aroma e a cor), e utilizar sempre que quisermos.

Uma óptima variação é acrescentar uns cravinhos da Índia (deixa um cheirinho exótico mesmo bom), mas o melhor mesmo é ir fazendo experiências com outros ingredientes, como cascas de limão ou laranja (só a parte vítrea), sacos usados de chás e infusões daqueles nem aromáticos (menta, baunilha), rodelas de gengibre...

Terminou a saga do Robot de cozinha. Desisti da Yämmi para sempre. Desisti da Bimby, mas só até ganhar o euromilhões. (Ou então não, que com o euromilhões eu comprava era o querido Avillez, que ficava um mimo na minha cozinha. Wink, Wink!) Ganhou a maquineta do Lidl, que tem o pomposo nome de Monsieur Cuisine. A decisão foi tomada em sincronia com a promoção, há uns fins-de-semana atrás, de baixa do preço para os 186€.

A bem da verdade, ainda quase que não experimentei a bicha. Vocês sabem lá a correria da minha semana, e a indolência que toma conta da minha alma ao fim-de-semana... Contudo, num rasgo de estupidez (não me "alembrei" da parte da trabalheira que dá preparar tudo e depois limpar), convoquei a famelga para a consoada cá no palácio e, não contente com a experiência, repeti o feito na paragem de ano (perdido por 100, perdido por 1000 - o descanso). Sempre deu para testar um pouco mais.

Não fiquei deslumbrada com o desempenho a nível de potência, estava a fazer uma bola simples de chouriço e assim que comecei a acrescentar mais farinha o Monsieur começou a queixar-se (mas no livro de instruções diz claramente que a máquina não é adequada para massas mais consistentes, como de pão. OK, corresponde à verdade). De resto, não me desiludiu. Faz uma barulheira, como fazem todos os robots de cozinha, mas cumpre. Cozi massas, fiz béchamel, moí montes de coisas. Tudo normal.

Só tenho uma queixa. É que o livro de receitas da máquina alemã com nome de senhor francês deve ser muito porreiro, mas lá para os compatriotas da Anginha Merkel. Para o bom do tuga torna-se pouco útil. Era de valor o Lidl criar um ebook assim compostinho com receitas portuguesas para o Monsieur Cuisine. Mas enquanto não aparecer um ebook destes, fiquem a saber que é muito fácil adaptar receitas criadas a pensar na Yämmi (livro grátis online), ou mesmo na Bimby.

 

Nota: o Lidl não me paga, nem em valores nem em géneros, para estar sempre a dizer bem. Mas devia, que parecendo que não, são já 20 anos a defender o conceito e bastantes produtos. Até computadores (sim, no plural) já comprei a estes senhores.

Não falecemos nem fomos de férias, mas temos andado ainda mais baldas no que concerne à actualização do blog. Acho que o motivo principal é não termos nada de especial a relatar e a eterna desculpa de não ter tempo para nada também assenta aqui bem. Para terem uma ideia da pasmaceira da vida na margem certa, relato o meu dia até agora.

 

Acordei à hora do costume, apesar de hoje ser dia de folga (a malta reclama, mas a empresa ainda tem umas coisas porreiras). Arrastei o homem da cama (a empresa dele é menos porreira). Tomei o duche da praxe, vesti-me, coiso e tal. Arrumei quase toda a roupa passada. Fui à cozinha reclamar com ele porque deixou a loiça suja espalhada pela mesa e pela bancada e ameacei matá-lo ou acabar tudo com ele (já não sei bem porque são os argumentos que vou alternando conforme o tempo e/ou a disposição das facas do pão, sujas, em cima da superfície visível). Saímos os dois juntos, como de costume, mas hoje cada um para sua direcção. Fui (finalmente!) cortar o cabelo. Corte valente (os olhinhos da cabeleireira até brilharam quando lhe disse isso mesmo). Disse-me que sou parecida com a minha mãe, cliente habitual. Não é verdade, mas aceito. Deve ser por causa da cara de bolacha. Regressei a casa ainda não eram 8 horas. Tirei selfie para enviar ao babe (para o preparar e minimizar o choque, na verdade). Troquei a roupa pelo outfit de dona-de-casa-abençoada. Lavei uma montanha de loiça, arrumei duas montanhas de loiça lavada. Meti roupa na máquina para lavar. Acabei de levantar a mesa de jantar (porque para ele "levantar a mesa" é mover a loiça suja de uma mesa para outra e mesmo assim consegue ficar loiça por mover - é uma luta com anos, mas jamais irei facilitar ou ceder à visão falocêntrica do "ele até ajuda", comigo não funciona!). Abri a mesa da sala para caber tudo logo à noite, a toalha não é grande o suficiente, torna a fechar uma parte da mesa. Pus a toalha e o centro e umas taças com mimos. Lembrei-me das flutes, torna a lavar mais loiça. E mais umas taças e umas chávenas, é aproveitar a embalagem. Separei uns papéis para a reciclagem. Porra, o vaso da varanda tombou outra vez com o vento. Fiz a lista de tarefas com que vou brindar o babe quando ele chegar. Limpei o chão da casa toda, mesmo sabendo que logo vou ter de repetir a limpeza da cozinha e da sala.Tomei o pequeno-almoço e as drogas do costume. Passei a base nas unhas ("garra de leão"), que estão estranhamente fracas, e a merda da tiróide que não atina. Vim ler uns posts e deixar a quem por aqui passar um abraço sem promessas nem listas de objectivos para 2016, mas com boa vontade, gratidão e esperança genuína num mundo melhor amanhã do que é hoje. Vou decidir o que vou cozinhar e voltar ao serviço à cozinha. E logo vou brindar à saúde, à paz, à justiça e aos espumantes brutos. May the Force be with you!

 

Discussões destas acontecem muitas vezes cá em casa. Como habitualmente, eu tenho razão e ele não.  Ele gosta de espetar copos nos separadores de pratos e preencher o tabuleiro superior com tupperwares ao molho. Claro que a lavagem sai uma bela bosta. 

 

Como fazer bem, de forma económica:

 

1 – Limpar os restos de comida, mas sem água (basta raspar e, se necessário, usar um guardanapo usado)

2 – Usar o programa adequado. Se não temos tachos com restos de comida ressequidos, não precisamos da pré-lavagem; se só temos copos e talheres, basta o programa mais curto. 

3 – A poupança de energia, água, detergente passa pela primeira regra dos 3 R: reduzir. Ou seja, ligar a máquina (como qualquer outra) só quando está cheia (e aqui volta a ser necessário ter em conta o 1º ponto, porque se ficarem resíduos grandes na loiça e tivermos de esperar 3 ou mais dias para ligar a máquina, esses resíduos vão ficar ressequidos e são muito mais difíceis de lavar).

4 – O ponto da discórdia: acomodar a loiça correctamente nos locais destinados a cada tipo de loiça. Pratos e copos bem colocados serão bem lavados. Se as peças ficarem dispostas ao monte e sem regras vai ficar qualquer coisa que não apanha água e não vai ficar lavada. Eu costumo organizar os talheres nas divisórias (garfos com garfos, facas com facas, etc.) porque fica mais rápido de arrumar na gaveta. Tentar não sobrepor objectos larcos em cima de outros, de forma a não obstruir o acesso da água.

5 – O que não lavar na máquina: loiças antigas e com pinturas ou frisos, peças de madeira ou de plástico fino (pode derreter e deformar).

6 – Usar detergentes específicos para máquina. Ultimamente tenho usado só pastilhas tudo-em-um, que mais cedo ou mais tarde surgem num supermercado com desconto de 50% (só compro nestas condições e, como posso fazer um pequeno stock na arrecadação, compro normalmente duas embalagens de cada vez).