Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

Isto é o que acontece quando se acredita na música, na poesia, na arte.
Isto é o que acontece quando se põe de parte o complexo de inferioridade que nos leva a imitar os demais, com a mesma fórmula já batida e enorme disparidade de meios.
Isto é o que acontece quando se tem orgulho no que se é, sem tentar ser outra coisa qualquer. É também o que acontece quando se vai a um festival de canções com uma canção, não com apenas uma imagem, ou com apenas uma exibição vocal, ou apenas efeitos especiais ou apenas uma boa voz com uma canção colada com cuspo.

E isto é também o que acontece quando se assume um discurso real, coerente, genuíno, sem embaraço ou pudor de dizer o que deve ser dito.
Isto é apenas o que temos de melhor.

"Music is not fireworks, music is feeling!"

fe920dc0a8e0d24a4e599d09176d2e2a.jpg

Todo ele coração. Todo ele música.

Um animal musical.

Extraordinário. Fora de série!

Salvador Sobral é um portento. É muito mais que a lindíssima "Amar pelos Dois" que venceu o Festival Eurovisão da Canção 2017. Escutem aquela que é a minha canção favorita do primeiro álbum do Salvador, Excuse Me - Change.

 

Obrigada, Salvadorzinho. Além de se ter agravado a vontade que tenho de te dar beijinhos e fazer festinhas, tenho agora dois novos sonhos na vida:

1 - Ouvir-te no palco 1º de Maio, ou mesmo no palco 25 de Abril, na Festa do Avante.

2 - Ouvir-te em dueto com o Jorge Palma.

Seria a felicidade suprema, o êxtase total.

Ah, e ainda me fizeste ganhar uma aposta, um almoço num sítio muito catita - se quiseres podes vir também, não sou eu que pago!

Sim, Correio da Manha (CM), sem acento, porque assim fica mais correcto.

A Capa de hoje do CM é esta:

CM_BaleiaAzul_Capa_Hoje.jpg

 Estas são as gordas da manchete do CM de hoje (04-05-2017). Reparem que se diz que o jogo "alastra sem controlo" e culpa-se os "Grupos na Net" de propagarem o desafio nas redes sociais. No entanto, há alguns dias atrás, temos isto nas capas do CM:

CM_BaleiaAzul_Capas.jpg

Portanto, em 3 dias diferentes e consecutivos temos três capas que falam do "jogo" e numa delas temos o maior destaque do dia. E depois têm a suprema lata em falar de "Grupos da Net" e do alastrar "sem controlo" quando o CM contribuiu e continua a contribuir em grande medida para a propagação do "jogo".e do alarmismo em volta do mesmo.

Lógicas dum Pasquim nojento...

Há duas coisas na vida de pelintra que se unem numa etiqueta cor-de-laranja: o combate ao desperício e a redução de preço.

O que é a etiqueta cor-de-laranja? É a etiqueta que, no meu supermercado de eleição, significa que o produto está com 30% de desconto por aproximação do prazo de validade. A maior parte dos super e hipermercados utiliza algum tipo de oferta ou promoção para escoar produtos com maior proximidade da data de validade, sejam os descontos directos em percentagem, os "leve 2 pague 1" ou outros.

Conheço (muitas) pessoas que quando determinado produto excede o prazo de validade simplesmente o deitam fora, e isto põe-me os cabelos em pé! Ora, se não está estragado, porque motivo se vai desperdiçar um produto que nos custou dinheiro, e que tanta falta faria aos milhões de pessoas que não podem consumir esse produto porque não o podem pagar (sim, há 800 milhões de pessoas que vivem abaixo do limiar de pobreza e 2 destes milhões são portugueses).

A imensidão de alimentos (e outros produtos) que são produzidos e não são consumidos são uma absoluta obscenidade. Se os produtos se estragam nas prateleiras dos supermercados ou nos meandros que vão desde o produtor à distribuição aos clientes finais, é outra conversa - e que também pode e deve ser corrigida, não só devido à insustentabilidade económica que causa em vários pontos, mas sobretudo devido ao desastre ecológico que implica o esforço supérfluo na produção (esforço esse que, não nos enganemos, é suportado por um só planeta e portanto responsabilidade de todos). Mas torna-se ainda mais obsceno, ridículo e irresponsável rejeitar produtos em excelentes condições apenas porque há uma data escrita na embalagem.

O que é a data de validade? Para começar, há que distinguir entre o que é uma data-limite, data a partir da qual a segurança alimentar do produto não é garantida, pelo que a sua comercialização não é permitida, e o que é o período de durabilidade mínima, que se traduz normalmente na indicação "consumir de preferência antes de", mas que não significa, de todo, que o produto deixe de estar em condições para ser consumido.

Em qualquer dos casos, se é um produto fresco que se planeia consumir nos próximos dias, porque não aproveitar o desconto? Por exemplo, os iogurtes e leite são quase sempre pasteurizados ou ultra-pasteurizados, aguentam perfeitamente vários dias ou mesmo semanas depois da data. Se estiverem estragados, vai notar-se a embalagem "inchada" e aí sim, deve rejeitar-se. Mesmo em se tratando de produtos que não se cosuma com brevidade, nos produtos que se podem congelar, esta é mais uma forma de estender (e muito!) a data de validade. É o que costumo fazer com a carne embalada, por exemplo. 

Como em quase tudo na vida, há que pensar um bocadinho e recorrer ao bom-senso. Será que as pessoas que deitam fora os iogurtes a partir da data de validade pensam que os microorganismos dentro da embalagem se regem por um calendário e começam a reproduzir-se feitos doidos a partir daquela data? Ou não pensam de todo? Estou mais inclinada para a segunda opção - mas isso sou eu, que tenho mau feitio.