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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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Está um calor infernal - aposto que já tinham reparado mesmo antes de eu dizer...

Só apetece estar de molho, fechados numa divisão com ar condicionado ou ventoinhas a bombar, ou a curtir uma sombra fresquinha com uma aragem a correr. Na mão convém estar uma bebida fresca, e os gulosos não dispensarão um sorvete. Mas ontem descobri o melhor refresco de sempre, muito melhor que gelados cheios de açúcares excessivos e corantes, muito mais saudável, e arrisco-me a dizer que ainda melhor que um belo nicecream paleo (banana congelada e triturada, com variações a gosto). Cerejas. Congeladas. É só lavar e tirar o pé, secar um pouco e congelar. Que ma-ra-vi-lha! Para ir comendo assim mesmo, geladas, à dentada, uma a uma. E o calor a dissipar...

O mesmo se aplica a ginjas, amoras, framboesas, mirtilos...

Para os masoquistas que gostam de calor, aproveitem também, com as cerejas por companhia...

 

  • 1 alho francês grande (só a parte branca)
  • 1 couve-flor grande
  • 2 dentes de alho
  • 0.5 dl azeite virgem
  • 1 colher chá de curcuma (açafrão-das-índias) em pó
  • 1 colher chá de gengibre em pó
  • 2 ou 3 paus de canela
  • sal marinho
  • pimenta preta moída na hora
  • água q.b.

Para quem adora canela, curcuma e couve-flor, como eu, esta sopa é das coisas mais deliciosas que se pode cozinhar em menos de nada. É super fácil de preparar, tem poucos ingredientes, e fica um creme aveludado e perfumado absolutamente irresistível.

Aos ingredientes listados acima ainda acrescentei um rabanete grande e lindo que estava no frigorífico e achei que ficava bem melhor dentro da panela.

Dentro da panela da sopa coloca-se o dente de alho grosseiramente picado e o azeite. Se quiser usar uma cebola picada, é aqui o momento (não usei). Deixar alourar um pouco e juntar os restantes vegetais, cortados em pedaços. Tapar com água a ferver (poupa-se imenso tempo se acrescentar a água já fervente em vez de fria, por isso o jarro térmico é o grande aliado neste momento), colocar os temperos e deixar em lume médio até os legumes ficarem bem cozidos. Retirar os paus de canela e passar tudo com a varinha mágica. No final, se necessário, rectificar os temperos.

Servir quente e, se se gostar, com uma colherinha de leite de coco para contrastar.

 

Esta sopa está cheia de ingredientes conhecidos por estimular a imunidade e pela sua acção anti-inflamatória, além de que se diz que "aceleram" o metabolismo (efeito da actividade estimulante da canela, picantes e gengibre). Independentemente disso, fica um creme muito suave e agradável ao paladar, com sabores exóticos e muito elegantes.

Como eu abuso da curcuma, a minha sopa fica de um amarelo quase fluorescente...

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Não somos católicos, mas mesmo enquanto ateus praticantes compreendemos que a tradição (mais do que a religião) dita que na sexta-feira santa não se coma carne na maior parte dos lares portugueses. Também por isso fica uma "receita" de um peixe muito apreciado cá em casa, na versão simples-mais-simples-não-há.

Porque às vezes não há tempo ou paciência para fazer algo mais elaborado, e felizmente há opções saudáveis ao dispôr, fazer uma bela refeição pode ser tão simples quanto tirar um filete de salmão com ervas da embalagem e seguir as intruções para o fazer no forno. É da gama Deluxe do Lidl e vem em duas variedades de ervas. Esta é a de ervas da Provença. Juntei no mesmo tabuleiro umas rodelas finas de batata doce e mais alguns vegetais e cogumelos, que polvilhei apenas com uma mistura de sal e pimenta Sechuan (coloco a mistura no moinho de pimenta e uso para temperar quase tudo) e pronto, almoço delicioso num instante!

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Ingredientes:

  • 3 postas de bacalhau demolhado
  • 1 lata de leite de côco
  • caril em pó
  • 1/2 couve roxa
  • 2 talos de aipo
  • 1/2 couve-flor
  • azeite 
  • sal, pimenta, louro, cravinho, coentros, gengibre q.b.

 

Preparação:

Cozer o bacalhau com um cravinho e uma folha de louro para aromatizar e reservar a água. Retirar a pele e as espinhas e lascar o bacalhau grosseiramente.

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Cortar as couves em juliana e os restantes legumes em pedaços pequenos. Pode-se usar virtualmente qualquer legume que se goste (ou que se tenha dentro do frigorífico, que foi o meu caso). Colocar dentro de uma caçarola com um pouco de azeite, alho esmagado, pimentas moídas na hora, gengibre em pó, cominhos e sal a gosto. Deixar os legumes amolecer e se necessário, acrescentar um pouco da água de cozer o bacalhau. Quando o volume estiver claramente diminuído e os legumes já tenros acrescentar um pouco do leite de côco (1/5 da lata) para dar cremosidade.

À parte, numa frigideira larga, colocar 4/5 do leite de côco (uso o do lidl, que é maravilhoso - normalmente fica separado na lata em uma pequena parte de água e uma grande parte de óleo/creme de côco, o que é excelente), bastante caril em pó (eu ainda reforcei com mais curcuma e os restantes temperos a gosto. Deixar apurar em lume baixo e afinar a textura do molho com a água de cozer o bacalhau. Quando o molho estiver a ferver juntar as lascas de bacalhau e envolver bem. Deixar ao lume apenas durante uns minutos, para não desfazer o bacalhau. Juntar coentros imediatamente antes de retirar do lume e servir com os legumes.

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Sugiro acompanhar com um bom vinho verde fresco, para acalmar o palato. 

Ingredientes:

  • beringela
  • cenoura
  • pesto verde
  • cogumelos
  • mozzarela
  • azeite
  • sal, pimenta e cominhos q.b.

 

Num tabuleiro, pincelar um pouco de azeite. Cortar beringela em rodelas de cerca de 1cm. Colocar um pouco de pesto verde em cada rodela. Por cima, colocar cogumelos em fatias finas, cenoura em rodelas muito finas ou outros legumes que se prefira (courgette, tomate...). Temperar com sal, pimenta e cominhos a gosto. Finalizar com uma rodela de mozzarela fresca e levar ao forno até o queijo estar derretido.

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Anda meio mundo doido com a última maravilha da alimentação "fitness", um iogurte com elevado nível de proteína e baixo em gorduras, o skyr.

Não é para ser do contra, juro, mas provei um, natural (claro), e penso que será o último. Não gostei nada!

Em primeiro lugar, o sabor é... mauzinho. Não se assemelha assim tanto a iogurte, nem a kefir, mas mais a quark, numa versão pobre e deslavada. Deixa na boca uma sensação algo adstringente, a língua encortiçada.

Não duvido que misturado com mais alguma coisa melhore substancialmente, mas para quem gosta realmente de um bom iogurte natural (que não tem nada a ver com algumas mistelas rijas e sensaboronas que habitam as prateleiras dos supermercados), o skyr nem sequer chega perto...

Para mim, o melhor iogurte continua a ser o grego natural, na versão inteira e não light ou ligeira (não é completamente paleo, está na zona cinzenta). Sim, sim, tem mais gordura, naturalmente, mas quem disse que toda a gordura "faz mal" e engorda, mentiu! Porquê? Resumindo e simplificando bastante, porque não é a gordura que provoca picos de insulina, mas sim os açúcares!

Da próxima vez que forem ao supermercado, façam um teste: comparem os rótulos do skyr, do iogurte grego natural inteiro e do ligeiro. Qual é o que tem menor teor de hidratos de carbono? Pois, surpresa! É o grego inteiro. 

Ingredientes:

  • 3 postas peixe cozido (usei filetes de paloco, mas qualquer peixe serve)
  • legumes cozidos a gosto (usei brócolos, cenouras, beringela e alho francês)
  • 1 lata de atum em água
  • 3 ovos
  • queijo ralado
  • temperos a gosto

Passar os legumes no robot de cozinha. Temperar com sal, pimenta, cominhos e ervas a gosto. Misturar com o atum, o peixe cozido desfiado e o queijo. À parte, bater os ovos. Envolver na mistura. Deitar numa forma de pão ou de bolo e polvilhar com mais queijo. Levar a forno médio cerca de 20 minutos ou até o queijo ficar dourado. Servir quente.

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Ingredientes:

  • 5 ovos (5 gemas + 5 claras)
  • 1 colher de sopa de óleo de côco
  • 1 colher de sopa de manteiga (pode ser só óleo de côco, ou só manteiga)
  • 50 g de cacau puro + 50 g de chocolate negro (ou 100 g de chocolate negro)
  • 4 colheres de sopa de avelã moída (ou de côco, ou de amêndoa)
  • 4 colheres de sopa de farinha de alfarroba
  • 4 colheres de sopa de farinha de mandioca
  • 4 colheres de sopa de linhaça castanha moída
  • 1 a 2 colheres de sopa de stevia (ou mel, ou xilitol)
  • 1 colher de chá rasa de fermento
  • 1 colher de chá rasa de bicarbonato de sódio
  • 200 ml de leite de côco
  • essência de baunilha (opcional)
  • 1 cálice de rum, conhaque ou whiskey (opcional)

 

Separar as claras das gemas e bater as claras em castelo muito firme, com uma pitada de sal. Reservar.

Numa tigela, derreter o chocolate com a gordura escolhida (no microondas ou em banho-maria)

Bater vigorosamente as gemas com o creme de chocolate não muito quente (para não cozer as gemas). Misturar as farinhas, o fermento e o bicarbonato, o adoçante e o cálice de pinga. Por último, envolver as claras em castelo lenta e delicadamente, com movimentos em 8. 

Levar ao forno pré-aquecido a 180º C, numa forma larga de silicone, por cerca de 25 minutos (ir controlando e fazer o teste do palito).

Pode-se fazer uma cobertura ou calda (ganache de chocolate ou caramelo de tâmaras, por exemplo), ou comer assim mesmo, e fazer mil e uma alterações e experiências, juntar frutos secos em pedaços, ou sumo de uma laranja, ou uma calda, a imaginação é o limite.

Eu adoro couve-flor! Em sopa, cozida, assada no forno com especiarias "fortes" (caril, por exemplo), e ainda desta nova forma que descobri com a mudança para a vida "paleo": como se de arroz se tratasse, para um excelente acompanhamento para qualquer tipo de pratos.

Separar os floretes e folhas externas da couve-flor (a maior parte das pessoas não aproveita mas eu recuso-me a desperdiçar as folhas e talos se estão em boas condições) e lavar. Ir picando numa picadora ou processador até ficar com uma textura que faz lembrar arroz.

Numa frigideira ou num wok, aquecer um fio de azeite. Colocar um alho esmagado ou picado, a couve-flor, sal, pimenta acabada de moer e os temperos que mais gostarem (eu normalmente uso gengibre em pó, cominhos e um pouquinho de piri-piri). Saltear uns minutos e usar como acompanhamento ou base de uma óptima refeição saudável. Algumas sugestões: "empadão de arroz" e atum, com carne picada, com mais legumes e ovo mexido tipo "arroz xau-xau", num risotto de gambas ou cogumelos...

  

Ingredientes:

  • 1 lombo de porco
  • 1 dl de azeite extra virgem
  • sal marinho q.b.
  • mistura de ervas para caça
  • alho em pó
  • gengibre em pó
  • sumo de 1 limão
  • sumo de 1 laranja
  • 1 dl de cerveja preta*

*A cerveja não é paleo e não era a minha ideia inicial. Tinha em mente usar um copo de vinho branco para o molho, mas quando o lombo já estava no forno é que reparei que afinal não tinha o vinho branco que queria usar (e não me apeteceu "desperdiçar" vinho demasiado bom no lombo), por isso recorri a uma lata de cerveja preta que ainda tinha.

 

Temperar de véspera o lombo de porco com o azeite misturado com bastante alho (usei em pó mas podia ter usado massa de alho ou alho fresco esmagado), sal marinho, pimenta moída na altura, gengibre em pó e as ervas. Espremer um limão e uma laranja e acrescentar à marinada.

No dia seguinte, colocar em forno médio e ir regando e virando o lombo, para ambos os lados ficarem bem cozinhados. Quando o molho começar a secar, juntar a cerveja. Deixar ficar bem tostado e servir em fatias fininhas, com bons legumes a acompanhar. Uma delícia!

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É tão simples que nem vale a pena listar ingredientes.

Agarrar nas belas das maçãs (da variedade que vos apetecer e tiverem por casa) e lavar bem. Descaroçar. Com uma faca, dar um golpe em toda a volta da maçã, só para quebrar a pele (e as maçãs não rebentarem).

Colocar um pau de canela em cada orifício e, se forem tão viciados em canela como eu, polvilhar com mais canela em pó. Para quem gosta, um niquinho só de erva doce vai dar uma reviravolta aos sabores familiares, e para melhor! Depois é só colocar num prato e levar a assar no microondas (o tempo varia com a potência de cada microondas, a quantidade e tamanho das maçãs, mas uns 3 minutos costumam ser suficientes). E já está! Ficam com uma sobremesa espectacularmente aromática e que aconchega qualquer um num dia frio.

(Claro que podem variar e ir inventando um pouco, como polvilhar com umas amêndoas laminadas ou regar com um pouco de vinho do Porto, mas lembrem-se que as maçãs já são bastante ricas em açúcar, por isso não é para abusar, só para confortar de vez em quando.)

(Foto daqui.)

Ingredientes:

  • 8 ovos
  • 2 laranjas grandes
  • 50 g de farinha de mandioca
  • 60 g de manteiga (ou ghee) derretida
  • 2 colheres de sopa de mel
  • canela em pó

Preparação:

Descascar as laranjas e remover o máximo possível da pele branca, bem como os caroços. Triturar num processador / robot de cozinha. Juntar os restantes ingredientes e voltar a misturar tudo no processador. A massa deve ficar muito fluida.

Num tabuleiro rectangular (que se pode untar mas não é essencial), dispôr uma folha de papel vegetal suficiente para cobrir toda a extensão do tabuleiro e deitar a massa. Levar a forno médio (cerca de 180º C) até ficar dourada (mas não demasiado cozida - ninguém gosta de torta seca).

Polvilhar com canela em pó a gosto (ou rechear com outra coisa, como mais rodelas fininhas de laranja ou chocolate negro raspado) e enrolar a torta enquanto está morna, com ajuda do papel vegetal. 

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Para a base:

  • dois punhados de amêndoas
  • 8 tâmaras descaroçadas
  • 2 colheres de sopa de "nata" de côco (a parte mais sólida das latas de leite de côco)
  • uma pitada de sal

Triturar tudo junto numa picadora ou robot de cozinha e colocar no fundo de copos ou da base do cheesecake

 

Para o creme:

  • 2 bananas muito maduras
  • 4 tâmaras descaroçadas
  • sumo e raspa de um limão
  • 500 g de queijo quark
  • 200 g de iogurte grego natural
  • 2 colheres de sopa de "nata" de côco
  • 2 folhas grandes de gelatina
  • essência de baunilha
  • stevia q.b. (opcional)

Triturar as bananas e as tâmaras até ficar com uma pasta cremosa. Numa taça larga, misturar com os restantes ingredientes, deixando a gelatina para o fim, que deve ser amolecida num pouco de água e depois dissolvida em água quente (basta levar ao microondas por uns segundos e mexer), envolvendo tudo muito bem. Caso necessite de adoçar mais, utilizar um pouco de stevia em pó.

Deitar o creme nos copos ou forma. Completar com frutos vermelhos em cima, ou outro topping que se prefira, ou simplesmente polvilhado com canela.

 

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No rescaldo das festas de Natal e Ano Novo, decidimos ir partilhando algumas das iguarias saídas da cozinha cá de casa que fizeram mais sucesso.

Para começar, um clássico incontornável na maior parte das casas portuguesas, a Mousse de Chocolate. Há mil versões diferentes, mas quanto a nós esta é uma confirmação da regra do quanto mais simples melhor. Como em tudo, é a qualidade dos ingredientes que faz toda a diferença (e aqui são poucos, por isso ainda mais importante é que cada um seja muito bem escolhido).

Fica a nossa versão hiper-simples, Paleo e maravilhosa da Mousse de Chocolate.

 

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Ingredientes:

  • 5 ovos (de preferência de galinhas "felizes")
  • 1 tablete de chocolate negro de boa qualidade, com pelo menos 70% cacau
  • 2 colheres de manteiga com sal (usei boa manteiga dos Açores, feita só de nata de leite do dia e sal, mas também se pode usar ghee, que é uma manteiga clarificada sem sal nem lactose)
  • umas gotas de essência de baunilha (opcional)
  • mais nada (não, não é preciso nada mais para adoçar, a baunilha aromatiza bastante, mas se o paladar dos comensais exigir mais doce, pode-se usar um pouco de mel ou stevia nas gemas)

 

Preparação:

Separar as claras das gemas e bater mesmo muito bem com umas pedras de sal, em castelo muito firme, quase merengue. Reservar.

Derreter o chocolate partido em pedaços com a manteiga, no microondas ou em banho-maria. Se derreter no microondas é muito importante não deixar ferver, por isso o melhor é colocar na potência máxima em intervalos de 10/15 segundos de cada vez, mexendo entre cada um até se obter uma mistura homogénea, escura e brilhante. 

Bater as gemas com a essência de baunilha até o volume duplicar. Quando a mistura de chocolate tiver arrefecido um pouco (o suficiente para não cozer o ovo), misturar bem com as gemas. Envolver as claras em castelo aos poucos e em movimentos suaves, para não perder muito ar.

Colocar em taças individuais ou numa taça de servir e decorar com pinhões ou raspas de chocolate. Manter pelo menos umas 2 horas no frigorífico até à hora de servir.

Foi em Setembro, antes das "férias grandes" que a decisão foi tomada, em conjunto. Antes disso, lemos muito, ouvimos opiniões a favor e contra. 

Precisamos de perder peso, com calma e sem radicalismos, a bem da nossa saúde. Já acreditávamos que somos o que comemos e por isso mesmo já tínhamos banido alguns venenos há bastante tempo, como o açúcar refinado, refrigerantes com gás e com açúcar, e óleos vegetais manhosos. Não faço fritos em casa, nunca fiz, e já tinha comprado uma fritadeira a ar quente como solução para alguns alimentos ficarem mais apelativos sem cair no desenxabido (como rissóis e outros salgados que antes fazia no forno ou no microondas).

Como tenho alguns problemas de saúde que não ajudam em nada a perda de peso, mas que são agravados com o excesso de peso, tomei a palavra da médica especialista que me acompanha como a mais decisiva. Disse-lhe o que planeava fazer, e ela deu-me todo o apoio, incentivou e não mostrou qualquer desconfiança. Ainda bem, porque para eu tomar esta decisão tinha de acreditar que fazia sentido. E cientificamente, fazia para mim todo o sentido, e quanto mais me informava mais sentido fazia, e quanto mais vivo desta forma ainda mais sentido faz, e com evidências empíricas para atestar a fiabilidade desta forma de alimentação - custa-me chamar-lhe dieta, só porque a maior parte das pessoas pensa que dieta é uma coisa com princípio e fim para atingir um objectivo, e não é disso que se trata. O estilo de vida paleo não é algo temporário, é para manter a vida toda. E é tão simples quanto manter presente a ideia de comer apenas "comida de verdade", abolindo açúcares processados e evitando cereais e excesso de hidratos de carbono.

Começámos gradualmente em Outubro (gradualmente porque não concebo a ideia de estragar comida, por isso fomos consumindo as coisas desaconselhadas que já tínhamos em casa, outras demos). Tivémos uns períodos de excepção que não conseguimos contornar, como férias em sítios mais difíceis para seguir uma alimentação paleo e aniversários, mas em cerca de 2 meses de paleo 80% as mudanças são evidentes:

  • perda de peso (eu 6 Kg, ele 10 Kg)
  • aumento notável do nível de energia
  • melhorias enormes em termos de inchaço, retenção de líquidos e flatulência
  • alteração de paladar, maior sensibilidade ao doce
  • regulação do ciclo menstrual
  • carrinhos de compras mais simples, com muito menos embalagens e facturas menores

 

Para saber mais: http://paleoxxi.com/ e https://www.facebook.com/groups/paleodescomplicado/

1 Kg de peitos de frango

Meio frasco de pesto verde (uso da marca Baresa, do Lidl)

5/6 fatias de queijo flamengo ou outro que prefira

Manteiga

Sal e pimenta q.b.

 

Limpar os peitos de frango cuidadosamente, retirando todos os veios de gordura e abrir ao meio com uma faca afiada. Colocar uma folha de película aderente em cima e usar um martelo de carne ou marisco para uniformizar a espessura do frango. Temperar com sal marinho artesanal e pimenta moída na altura (uso uma mistura incrivelmente aromática de pimenta sechuan com pimentas branca e negra). Barrar cada "bife" com pesto verde (cerca de uma colher de chá bem cheia) e por cima colocar uma fatia do queijo. É preferível utilizar queijo que derreta bem, como o flamengo ou chévre. Enrolar os "bifes" da parte mais fina para a mais larga e prendendo com palitos de madeira, tentando ao máximo deixar o recheio completamente no interior.

Alourar os rolos em manteiga ou azeite durante uns 6 ou 7 minutos. Colocar num tabuleiro e levar ao forno a 180ºC-200ºC para terminar de cozinhar.

Sugestões de acompanhamento: batatas doces em palitos no forno ou fritadeira de ar quente, pinceladas com uma mistura de azeite, caril, piri-piri e cominhos, e salada de agriões e espinafres baby com laranja.

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O meu homem tem tanta queda para a cozinha como o Jorge Jesus para a Geografia.

Eu sou casmurra e defensora acérrima da divisão equitativa das tarefas domésticas, por isso de cada vez que estou a cozinhar chamo o babe para me "ajudar" e fazer outras coisas que não sejam cozinhar, como lavar a loiça ou arrumar alguma coisa.

Estava de volta do fogão a preparar o almoço e peço-lhe que me tire do armário a varinha mágica. O que é que ele pôs em cima da mesa?

Isto. A batedeira.

Cá em casa, e acredito que na grande maioria das casas portuguesas, adoramos iogurte. Mas somos esquisitinhos. Eu não gosto de iogurtes de aromas, e de há bastante tempo para cá reduzi o consumo de açúcares ao mínimo. O homem (que é o maior esquisitinho do mundo!) não gosta de todos os sabores, nem consistências.

Por consumirmos quase diariamente, por preferirmos os iogurtes light e também por razões económicas, passámos a fazer iogurtes caseiros há uns tempos. Continuamos a comprar os nossos favoritos (iogurte grego ligeiro do Lidl e uns magros com pedaços de frutos variados da marca Linessa, também do Lidl* - os de pêra são os melhores), mas fazer em casa já faz parte da rotina, por ser tão simples.

Não foi imediato acertar no ponto desejado, primeiro porque instisti em usar leite magro (o único que comprávamos), depois porque nem todos os iogurtes de compra servem como cultura inicial (tem de haver bactérias vivas, e isso raramente está indicado nas embalagens) e, por último, porque faltava qualquer coisa para dar a consistência desejada (leite em pó). Agora que já tenho a fórmula certeira apurada, posso partilhar convosco.

Ingredientes:

1 litro de leite meio gordo

1 iogurte natural com Lactobacillus vivos

1 colher de sopa de leite em pó (eu uso Molico magro, mas qualquer um serve)

 

Há quem aqueça o leite primeiro, e é assim que devem fazer se não tiverem iogurteira (neste caso embrulha-se o recipiente numa manta polar, por exemplo, e deixa-se a fermentar num sítio quente e protegido de correntes de ar, como o forno desligado), mas cuidado para não aquecer além dos 40ºC. Eu simplesmente junto tudo, à temperatura ambiente, misturo bem e coloco nos frasquinhos da iogurteira, que deixo ligada entre 8 a 12 horas. O último iogurte serve para a próxima fornada e assim sucessivamente.

Pode acrescentar-se frutas e compotas (mas isto pode implicar uma menor durabilidade do iogurte, devido à possibilidade de contaminação com outros microorganismos) ou outros sabores a gosto (como café solúvel ou aroma de baunilha).

Já se quiserem fazer iogurtes líquidos em vez de sólidos, não se coloca o leite em pó e vai-se controlando a consistência até atingir o ponto desejado.

 *juro que não sou accionista, nem me pagam um chavo para dizer isto, mas nos lacticínios o Lidl é mesmo imbatível.

Terminou a saga do Robot de cozinha. Desisti da Yämmi para sempre. Desisti da Bimby, mas só até ganhar o euromilhões. (Ou então não, que com o euromilhões eu comprava era o querido Avillez, que ficava um mimo na minha cozinha. Wink, Wink!) Ganhou a maquineta do Lidl, que tem o pomposo nome de Monsieur Cuisine. A decisão foi tomada em sincronia com a promoção, há uns fins-de-semana atrás, de baixa do preço para os 186€.

A bem da verdade, ainda quase que não experimentei a bicha. Vocês sabem lá a correria da minha semana, e a indolência que toma conta da minha alma ao fim-de-semana... Contudo, num rasgo de estupidez (não me "alembrei" da parte da trabalheira que dá preparar tudo e depois limpar), convoquei a famelga para a consoada cá no palácio e, não contente com a experiência, repeti o feito na paragem de ano (perdido por 100, perdido por 1000 - o descanso). Sempre deu para testar um pouco mais.

Não fiquei deslumbrada com o desempenho a nível de potência, estava a fazer uma bola simples de chouriço e assim que comecei a acrescentar mais farinha o Monsieur começou a queixar-se (mas no livro de instruções diz claramente que a máquina não é adequada para massas mais consistentes, como de pão. OK, corresponde à verdade). De resto, não me desiludiu. Faz uma barulheira, como fazem todos os robots de cozinha, mas cumpre. Cozi massas, fiz béchamel, moí montes de coisas. Tudo normal.

Só tenho uma queixa. É que o livro de receitas da máquina alemã com nome de senhor francês deve ser muito porreiro, mas lá para os compatriotas da Anginha Merkel. Para o bom do tuga torna-se pouco útil. Era de valor o Lidl criar um ebook assim compostinho com receitas portuguesas para o Monsieur Cuisine. Mas enquanto não aparecer um ebook destes, fiquem a saber que é muito fácil adaptar receitas criadas a pensar na Yämmi (livro grátis online), ou mesmo na Bimby.

 

Nota: o Lidl não me paga, nem em valores nem em géneros, para estar sempre a dizer bem. Mas devia, que parecendo que não, são já 20 anos a defender o conceito e bastantes produtos. Até computadores (sim, no plural) já comprei a estes senhores.