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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

Stars of the Lid - The Lonely People (Are Getting Lonelier), Música ambiente tantas vezes vilipendiada por ser intitulada de música de elevador ou música para adormecer esta é da boa e serve para adormecer (falo por experiência própria) um dos membros desta banda é também membro dos A Winged Victory for the Sullen que já teve aqui o seu Momento Ecléctico Musical Elitista.

Ambientador ecológico e low cost, e ainda uma maneira de reutilizar uma das maiores maravilhas da natureza no que aos aromas diz respeito, quem quer?

 

Falo de uma solução caseira usando paus de canela, esse ingrediente fantástico existente em qualquer cozinha. Eu sou suspeita para falar, porque a canela é um dos meus aromas e sabores de eleição, mas desde que tive esta brilhante ideia não quero outra coisa.

Perfeito para borrifar na cozinha, sobretudo depois de cozinharmos coisas que deixam um odor persistente no ar, como caril, mas também ideal para ser usado na casa de banho e deixar um cheirinho fresco, ou em qualquer divisão da casa, e mesmo nos armários de sapatos, por exemplo.

 



Como fazer? Colocando em uso a política dos 3 Rs:

- Reduzir o consumo de sprays nocivos para o ambiente, bastando para tal não os comprar! ;-)

- Reutilizar um frasco borrifador (eu uso uns de um produto para o cabelo, mas qualquer um que permita abrir e encher serve, enquanto o borrifador estiver a funcionar).

- Reciclar, dar um novo uso a algo que já foi usado. Neste caso, a paus de canela que já passaram por um gostoso arroz doce, ou um chá, o que seja.

Lavar 2 ou 3 paus de canela em água, esfregar com os dedos se for necessário para retirar eventuais resíduos de comida. Depois, deitá-los no frasco borrifador. Encher com álcool etílico.
Depois é deixar a macerar uns dias, até o álcool ficar amarelo (quanto mais tempo passar, mais intenso ficará o aroma e a cor), e utilizar sempre que quisermos.

Uma óptima variação é acrescentar uns cravinhos da Índia (deixa um cheirinho exótico mesmo bom), mas o melhor mesmo é ir fazendo experiências com outros ingredientes, como cascas de limão ou laranja (só a parte vítrea), sacos usados de chás e infusões daqueles nem aromáticos (menta, baunilha), rodelas de gengibre...

Nós também não temos carro, não nos faz grande falta. Usamos os transportes públicos diariamente, para as deslocações casa-trabalho-casa e, se muitas vezes reclamamos do tempo que demoramos e do preço dos passes, logo nos recordamos dos dias como o de ontem, em que tivémos boleia de carro para casa - e chegámos mais de uma hora (!) mais tarde em relação à hora habitual. Mas se um dia decidirmos que podemos e devemos, vai ser uma coisa parecida com esta*. 

 * Não é à toa que digo isto, já há um Leaf na família (modelo actual e não o protótipo do vídeo, naturalmente) e o balanço é muito, muito positivo. As vantagens são imensas, a começar pela poupança incrível e pelos ganhos ambientais. Eu já era fã da Nissan, foi um Sunny o único carro com que tive uma daquelas relações emocionais meio tolas (era conhecido na família como "o melhor carro do mundo", para terem uma ideia), mas o Leaf foi mais longe e as "emissões zero" conquistaram-me completamente.

 

A propósito da COP - 21 (Conferência do Clima), tema que me é particularmente caro e, em boa verdade, não pode deixar ninguém indiferente (desenganem-se os cépticos, toca mesmo a todos, queiram ou não), pus-me outra vez a imaginar quão diferente poderia ser o mundo hoje e nas próximas décadas se, em vez do burgesso George W. Bush, tivesse sido Al Gore o presidente eleito (como deveria, já que teve a maior parte dos votos).

A quem não viu, peço por favor que veja o documentário Uma Verdade Inconveniente. Chamem os filhos, os pais, os amigos, toda a gente deve ver este filme, informar-se sobre os aspectos que lhe causar dúvidas, ter noção da dimensão do problema e da parte que está ao alcance de cada um de nós (todos, sem excepção!) para tentar minimizar o já inevitável estrago. Questionem, pressionem, incomodem, e sobretudo pensem bem como querem definir o futuro global do planeta e dos seres vivos que dele dependem.

Está nas nossas mãos!

 

Al Gore sou e tuuuu, Al Gore sou eu e tuuuu,

Vamos salvar a Terra, o nosso pelaneta, o pelaneta azuuul.