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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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O estado de emergência que Hollande quer prolongar por 3 meses e as imagens de uma multidão em fuga quando se ouviram sons confundidos com tiros (afinal foi o metro a passar normalmente uma lâmpada de um candeeiro público a estourar) na Praça da República provam bem que o clima vivido em Paris é ainda de medo e pânico. Compreensivelmente. E é precisamente esse o objectivo dos terroristas. Vamos ceder, Europa?

Para mim, o ideal seria haver condições de segurança para recuperar o Bataclan tão depressa quanto possível e fazer uma enorme festa a celebrar a Libertade, mostrando que não conseguem intimidar-nos! Infelizmente, não creio que se consiga esquecer o medo tão cedo.

Depois, o medo tem um outro lado, muito pernicioso e que, a continuar a escalar, há-de ser o fim da Europa e o início (oficial) da III Guerra Mundial.

Não vão faltar aproveitamentos políticos por parte da extrema-direita, e por parte dos ignorantes que acham que os refugiados da Síria são menos humanos e menos merecedores de viver em paz com as suas famílias do que os europeus. A distinção entre o "eles" e o "nós". Os "nossos" primeiro e blablabla (o chorrilho nojento de barbaridades que todos já conhecemos). (Curioso que o primeiro terrorista identificado até é luso-descendente e outros são belgas.)

Podia parafrasear o Diogo Faro (Sensivelmente Idiota). E, além disso, citar, ipsis verbis, o meu amigo Bruno Carvalho:

"Só para lembrar que é dos responsáveis pelo banho de sangue em Paris que fogem os refugiados que abandonam a Síria, o Curdistão, o Iraque e a Líbia. Hoje, foi em Paris. Ontem, foi em Beirute, onde mais de 40 muçulmanos foram assassinados pelo terrorismo do Estado Islâmico. Em Beirute, morreram árabes. Em Paris, morreram europeus. Todos vítimas dos mesmos carrascos. Não se esqueçam disso quando, amanhã, começar a campanha xenófoba nas televisões, rádios e jornais."