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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

Diz-se (fundamentadamente) que após uma separação o melhor para fazer "o luto" é eliminar todos os vestígios do(a) ex. Todos os pertences da pessoa falecida, fotografias, presentes, devem ser postos longe da nossa vista definitivamente (doar, fazer uma distribuição pelos contentores do ecoponto mais próximo ou - a minha favorita - fazer uma crepitante e romântica fogueira).

Tudo certo. E depois há os ex que facilitam a tarefa. Que o diga a minha amiga P. O marmanjo foi viver com ela, true love forever, same old story, que o amor é eterno enquanto dura e, aos poucos, foram substituindo os electrodomésticos (TV, home cinema, aparelhagem, por aí fora) por modelos mais recentes, comprados a meias, ao passo que os antigos (que eram dela desde antes dele ter aparecido) foram sendo oferecidos aos pais dele. Pois que, out of the blue (não é sempre?), o gajo acaba a relação e sai de casa. Leva as suas coisinhas. Leva as aquisições conjuntas. Deixa poucos centos de euros como compensação pelas coisas novas e velhas e a minha amiga destroçada. Com os nervos, ou intervenção divina, ela ainda deixa o telemóvel cair... na casa-de-banho... na sanita... aberta. E foi assim que se foram também as fotografias e quase todos os vestígios digitais do crápula, a minha amiga fez o luto (e o funeral aquático) e, já que não podia ver televisão nem fechar-se a ouvir os CDs melancólicos, deu-lhe para correr em vez de chorar e ficou ainda mais boazona.

 

The End