Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

A Carolina admite, tem medo. 

Não sinto o mesmo.

Posso dizer-vos que já se tornou quase uma anedota cá em casa e entre as pessoas mais próximas, sempre que vou para algum lado, parece suceder-se uma desgraça em grande escala pouco depois. Quase me apanhando de raspão. Desde atentados terroristas (nunca me vou esquecer que as imagens que foram divulgadas dos atentados em Mumbai, na estação de comboios Victoria Station, tinham um plano da cadeira onde estive sentada na cafetaria, dias antes), golpes de estado (Tailândia), explosões violentas, aviões a cair, sismos, you name it. Costumo dizer, como uma graçola, que a CIA deve andar a vigiar-me há anos, mas que sou absolutamente inocente (e sou!).

Não tem graça. Claro que já me cruzou o pensamento umas dúzias de vezes "e se (...)?". E se eu estivesse naquele avião, e se eu estivesse ali naquele dia, e se fosse comigo? Seria hipócrita dizer o contrário. Mas isso muda alguma coisa do que faça? Não. Claro que há riscos que podemos, e devemos, evitar. Mas só se vive uma vez, até prova em contrário. E todos morremos. E é quase sempre imprevisível o quando e o como. E não temos grande controlo sobre o curso das coisas.

 

Não tenho medo. A verdade é essa. Pode acontecer qualquer coisa, em qualquer canto do mundo. Tudo é um risco. Deixar de viajar seria uma morte lenta. O que não admito, jamais, é deixar de ir onde posso e quero por medo de qualquer coisa. Seria como deixar de viver, por ter medo de morrer