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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

O que me choca mesmo é que haja pessoas que desconhecem os processos democráticos a ponto de genuinamente acharem que o que ser passou dia 10 na Assembleia é uma "aberração", "palhaçada" e outros mimos que ouvi e li por aí. Mal informadas, seguramente, mas diligentes o suficiente para propagarem as suas verdades de bolso como se fossem a voz da razão.

Não é demais repetir até à exaustão que as eleições legislativas elegem representantes do povo no Parlamento, ou seja, deputados. Não determinam as cores do governo e muito menos que o que quer que seja sujeito a votação na AR seja aprovado, nomeadamente o presidente da Assembleia, os orçamentos, os programas de governo e quaisquer iniciativas legislativas. Chama-se democracia.

 

Também me chateiam os pessimistas que não acreditam que isto vá resultar. Até podem estar certos, mas não ouviram dizer que pelo sonho é que vamos? Vamos esperar para ver antes de ditar sentenças de morte, sim? Eu sei que a mudança assusta muita gente, até alguns dos que votaram à esquerda, mas quando as coisas não estão bem (e só os patrões podem achar que as coisas estavam bem sob a desgovernação ultra-neo-liberal da coligação, não me lixem!) não vai melhorar sem essa mudança.

Chamem-me idealista e utópica à vontade, mas mesmo com todas as reservas em relação ao PS e ao António Costa, o que se passou ontem fica para a história, e pode bem ser o início de uma união à esquerda que eu anseio há décadas, assim o espero.

E sim, comovi-me quando li "o governo caiu", quando abracei o meu amor, quando cheguei ao Rossio e a cidade me cheirou a esperança nova, e ainda agora enquanto escrevo estas linhas. Comovi-me porque já não me lembrava de ter orgulho neste país e pela primeira vez em muitos, muitos anos, tenho alguma esperança da vida dos portugueses melhorar um pouco, de não ser obrigada a emigrar para criar uma família em condições.

Mesmo que tudo corra mal, agora sabemos que é possível. Já não é só um desejo, uma conjectura, uma hipótese etérea. É real.

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