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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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Dias de baixa em casa, à conta de um polegar mutilado, significam também dias de enfardar séries da Netflix. Acabados os episódios disponíveis das coisas melhores que nos entretêm as noites de semana (zombies, suits, black mirror, etc.), inicia-se uma série com 3 estrelas de classificação que tem vindo a ser sugerida pela Netlix, com base nas outras séries vistas.

Between pode ser resumida como o resultado de uma série para adolescentes aplicada ao cenário distópico de isolamento e ausência de esperança - uma fórmula já provada, por exemplo, nos filmes da saga Hunger Games, ou 100, ou mesmo uma pitada de Under the Dome. O enredo não é particularmente original e para mim, começa a pecar pelas fraquíssimas fundamentações para a súbita epidemia que mata todas as pessoas com mais de 21 anos que habitam na pequena cidade de Pretty Lake. As incoerências e explicações "a despachar" fazem muita comichão no meu cérebro dominado pela ciência e são meio caminho andado para torcer o nariz ao que passa no monitor. Mas há séries que, apesar dessa enorme falha, conseguem dar-lhe a volta e tornam-se interessantes e viciantes. Por exemplo, em Walking Dead e em Fear the Walking Dead, os zombies são acessórios à história - que realmente envolve o espectador. Em Between, isso não acontece. Apesar de haver uma boa dose de conspiração, outra de violência, mais as crises pessoais e entre personagens, o somatório deixa a desejar. Quase todos os personagens que passam do início são os jovens (até 21 anos), que terão perdido pais, família, professores, etc. Contudo, as mazelas dessas perdas quase passam em branco e chega-se mesmo a um ponto em que as mortes já são tão esperadas e mal processadas que quase passam despercebidas e só são introduzidas no argumento como fonte de vinganças. O desempenho do elenco é positivo, embora os destaques não sejam merecidos pelos protagonistas. Falando em protagonistas, alguém explica como é que durante uma crise de um vírus malvado, fome, frio, assassinatos, um tumor e com uma criança recém-nascida nos braços, a Wiley ainda tem tempo/presença de espírito/recursos para se tornar loira? Pois. A evolução da história também é algo lenta, tanto que foram algumas as vezes em que adormeci durante pedaços grandes de episódios e não tive a menor necessidade de voltar atrás para apanhar o fio à meada. Em suma, a não ser que, como eu, já estejam na fase "eagoraoqueéquevouvernaTV?", passem à frente.