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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

Daqui a umas centenas de anos, a nossa era vai chamar-se A Idade da Comunicação. (Ou então, e talvez fosse mais certeiro, A Idade da Destruição.)

Não acredito que a Globalização o seja realmente, porque (desta perspectiva em que me encontro) não vejo reflexos de um pensamento estratégico global, nem da solidariedade entre povos, nem sequer da informação global. A maior parte das pessoas e dos decisores políticos não sabe bem e nem quer saber como vive o resto do mundo. Não quer saber o que se faz de bem ou de mal além fronteiras, "desde que não nos toque a nós".

O que há de bom (apesar de nem sempre ser bom, mas vamos passar por cima das excepções) é que passou a ser possível comunicar instantaneamente com quase todos os pontos do globo, de forma barata e eficaz. Passou a ser possível aceder a quantidades infindáveis de informação, em permanente actualização, de forma cómoda e economicamente acessível para quase todos.

 

 

Para os jovens e adolescentes que me lêem e que já nasceram nesta era, não conheceram outra realidade, por isso suponho que isto tenha muito pouco de bonito ou mágico, é o normal é até imprescindível. Para os da minha geração, que podem já ter-se esquecido de como era a vida antes dos telemóveis e da Internet, as coisas hão-de variar entre os que se adaptaram às novas tecnologias e já não se imaginam a viver sem elas e os outros, que não conseguiram acompanhar o ritmo e ainda estão com um pé nos tempos analógicos.

Eu sou da geração em que não havia telemóveis e ainda me lembro de não ter telefone fixo em casa e, quando era necessário, ter de ir a casa de uma vizinha telefonar. Os trabalhos escolares, até ao final do ensino secundário, eram feitos à mão ou à máquina e escrever e, quando era necessário investigar sobre algum tema, lá íamos nós para a biblioteca municipal ou para a da escola, passar as prateleiras a pente fino, folhear livro a livro, com cuidado. Não tive computador até estar no 12° ano (mas tive informática nos 7º e 8º anos e nessa altura, faziam-se umas brincadeiras em MS-DOS), a primeira vez que fui à Internet já andava no primeiro ano da faculdade e recordo-me de quando os SMS entraram em funcionamento, já depois dos telemóveis existirem um pouco por todo o lado (eu tinha este aqui de baixo).

 

Assim, à distância (dezasseis anos parecem mil), parece tão incrível o quanto as nossas vidas mudaram, o quanto o centro de muitas questões éticas e sociais se desviaram, o imenso poder de adaptação do ser humano, o tanto que o mundo mudou sem mudar de todo, mesmo que esse tanto não signifique necessariamente melhor ou pior, porque somos os mesmos: a Humanidade continua a ser um quebra-cabeças. Mas que a viagem foi do caraças, meus amigos, não tenho dúvidas. É fantástico. É brilhante! E o melhor... Imaginar em como será daqui a 20 anos? 

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