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AntiBlogue

Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

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Blogue dum casal real, anti-fashion, anti-fit e anti-top. Detestamos correr, praia no Verão e berros de crianças. Gostamos de viajar, comer, música, livros, vegetar em frente à TV, saldos, limões e sobretudo um do outro.

Da primeira vez que estive em Amesterdão, fui sozinha. Estava um frio de rachar. Não percebi todo o deslumbramento generalizado com a cidade. Achei gira e tal, mas suja e completamente sobrevalorizada.
Da segunda vez, fui com uma amiga. Estive mais tempo, o tempo estava frio e chuvoso, e conheci mais coisas, mas continuei a ter uma opinião morna. Tudo caro, algo sujo, sem nada que fascinasse.
Desta vez, fui contigo. Não choveu, mas também estava bastante frio. Só que, desta vez, tudo me pareceu bonito, sereno, em sintonia. O Sol brilhou. Realmente um raio de sol faz toda a diferença na Luz, nos reflexos, no estado de espírito, nos sorrisos das pessoas na rua.
Passeámos muito de mãos dadas, fizemos piqueniques improvisados nos parques, apanhámos estafas nos museus. E a cidade ganhou outra cor, outro encanto adocicado, suave e afável como a superfície do Amstel num dia de Primavera.
Já viste como pode apenas o Sol mudar tudo em nosso redor e dentro de nós?

Quando estivemos em Paris também senti o mesmo, as ruas dos subúrbios encantadoras, cada detalhe fortuito engraçado e simpático, e até a língua, de que nunca gostei, me pareceu menos presunçosa e mais aberta e interessante. Também deve ter sido o Sol a fazer a diferença, tão grande diferença em cada momento. A cidade abraçou-nos, estendeu o tapete vermelho e convidou a ficarmos para sempre numa pintura de Saint-Lazare.

Só que em Paris não vimos o Sol, choveu o tempo todo.

Sim, Correio da Manha (CM), sem acento, porque assim fica mais correcto.

A Capa de hoje do CM é esta:

CM_BaleiaAzul_Capa_Hoje.jpg

 Estas são as gordas da manchete do CM de hoje (04-05-2017). Reparem que se diz que o jogo "alastra sem controlo" e culpa-se os "Grupos na Net" de propagarem o desafio nas redes sociais. No entanto, há alguns dias atrás, temos isto nas capas do CM:

CM_BaleiaAzul_Capas.jpg

Portanto, em 3 dias diferentes e consecutivos temos três capas que falam do "jogo" e numa delas temos o maior destaque do dia. E depois têm a suprema lata em falar de "Grupos da Net" e do alastrar "sem controlo" quando o CM contribuiu e continua a contribuir em grande medida para a propagação do "jogo".e do alarmismo em volta do mesmo.

Lógicas dum Pasquim nojento...

 Jóhann Jóhannsson – Odi et Amo, Jóhann Jóhannsson é um compositor Islandês de Música Clássica contemporânea, já compôs para teatro, cinema, tv e dança e ganhou um Globo de Ouro pelo filme The Theory of Everything.

Vamos ouvir falar dele porque está a preparar a Banda Sonora do Blade Runner 2049, a sequela do Blade Runner, portanto vai ter a díficil tarefa de "substituir" o Vangelis.

Antes de toda a celeuma do Festival da Canção já tinha lido sobre o "irmão da Luísa Sobral", opiniões de amigos ligados à música, sobretudo. Gosto da música da Luísa, o "meu som" de eleição pende bastante para o jazz vocal, mas não me deixa em êxtase e nunca me tinha dedicado a investigar o tal irmão. Por isso, também não tinha associado o Salvador ao puto betinho que tinha aparecido nos Ídolos uns anos antes e com quem eu embirrava, por ser betinho (como embirro com todos os betinhos).

Depois calhou ouvir a canção do Festival, "Amar pelos dois" e foi amor ao primeiro acorde. Lindo demais! A simplicidade poética da letra e da melodia já são perfeitas, mas a interpretação do Salvador Sobral tornou a canção realmente especial. E aí pus-me a pesquisar e a sorver a música do álbum "Excuse Me", que me tem acompanhado com muita frequência, a ponto do senhor gajo sugerir que fiquei um pouco obcecada. Só porque a cada música que descobria falava-lhe nela, citava-lhe porções dos poemas e repetia "isto é muita bom!"

Ontem fomos ao concerto do Salvador Sobral no Seixal e ficámos completamente arrebatados. Caramba, o puto é um animal musical! Todo ele é melodia. Ele sussurra ao microfone, ele uiva para dentro do piano, faz "air trumpet" de grande qualidade, contagia com uma espontaneidade muito castiça e... canta bem p'ra caraças! Os músicos que o acompanharam são top notchJúlio Resende no piano, André Rosinha no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria. O espectáculo foi brilhante, divertido e realmente excelente. Não acreditem em mim, o concerto vai passar na RTP1 na próxima quinta-feira, 05/05 no sábado, 06-05, por volta da meia-noite. 

 

A Mercadona é uma cadeia espanhola de supermercados conhecidos pelos seus baixos preços e que tem uma verdadeira legião de fãs. Que é como quem diz, a Mercadona está para o grande consumo como a Primark está para o pronto-a-vestir. Entre os produtos mais aclamados estão os variadíssimos produtos de higiene e cosmética, que fazem as delícias de pelintras lavadinh@s e vaidos@s. Como está fácil de adivinhar,  cá em casa também somos fãs.

O único inconveniente é que, por enquanto, lojas Mercadona só há em Espanha, mas já estão previstas 5 novas lojas em Portugal, inicialmente previstas para 2019, mas talvez seja mais cedo, contam-me fontes fiáveis. Parece que as primeiras lojas a abrir serão no norte.

Até lá, pessoalmente continuarei a fazer questão de ir a uma Mercadona sempre que possa, reabastecer-me de alguns itens realmente óptimos, dos quais destaco:

  • frascos enormes de canela em pó
  • frutos secos a preços bem simpáticos
  • desodorizantes
  • champôs e geles (sim, é a forma correcta do plural de gel) de banho em embalagens familiares
  • cremes e loções hidratantes
  • leites e tónicos desmaquilhantes
  • água micelar
  • gel de aloé (calmante)

 "Quero apenas cinco coisas./ Primeiro é o amor sem fim / A segunda é ver o outono / A terceira é o grave inverno / Em quarto lugar o verão / A quinta coisa são teus olhos / Não quero dormir sem teus olhos. / Não quero ser... sem que me olhes. / Abro mão da primavera para que continues me olhando." P"Quero apenas cinco coisas./ Primeiro é o amor sem fim / A segunda é ver o outono / A terceira é o grave inverno / Em quarto lugar o verão / A quinta coisa são teus olhos / Não quero dormir sem teus olhos. / Não quero ser... sem que me olhes. / Abro mão da primavera para que continues me olhando."

 

Pablo Neruda

Causa-me uma estranheza, quase física de tão visceral, de sabor acre e incomodativo como um perpétuo ranger das portas dos meus, muito meus, ideais, a injustiça. Todas as injustiças quase por igual, mas ainda assim umas mais iguais do que as outras.
Nas relações humanas, por exemplo de tão fundamental que tem de ser o primeiro, a injustiça será o factor primordial de desequilíbrio das dinâmicas. A vil culpa de lares desavindos e amigos de costas voltadas, muitas das vezes, senão todas, será de uma forma de injustiça. Porque um dá mais do que recebe, porque alguém tem expectativas impossíveis de alcançar, porque o esforço é o mesmo mas a compensação nem por isso, etc. e tal.
E depois de identificar o problema, como se faz para resolvê-lo ou contê-lo antes que provoque danos irreparáveis? Pois, essa é que é mesmo a questão.
"A vida é injusta", dizemos, todos nós, a dada altura. Mas como superar a frustração, a sensação de impotência que a injustiça generalizada nos provoca? O melhor caminho será a resiliência, criar calo e aguentar, conformados?
Ainda não tenho uma resposta, uma decisão pessoal fechada. Mas até agora, parece-me que esta solução imediata só resolve o assunto interior: deixamos de sentir revolta, progressivamente. Contudo, a raiz do mal, as causas das injustiças que nos revolvem as entranhas ainda lá estão, provavelmente a agudizar-se cada vez mais, à falta de posição capaz de as travar. A revolver as entranhas de outros. É aceitável a distanciação, o não envolvimento, passar a bola, numa fuga em diante? O meu idealismo ainda não o permite, ainda acho que é possível mudar o mundo. Por isso vou continuando, frustrada, em permanente campanha eleitoral contra os males do Universo.

Não somos católicos, mas mesmo enquanto ateus praticantes compreendemos que a tradição (mais do que a religião) dita que na sexta-feira santa não se coma carne na maior parte dos lares portugueses. Também por isso fica uma "receita" de um peixe muito apreciado cá em casa, na versão simples-mais-simples-não-há.

Porque às vezes não há tempo ou paciência para fazer algo mais elaborado, e felizmente há opções saudáveis ao dispôr, fazer uma bela refeição pode ser tão simples quanto tirar um filete de salmão com ervas da embalagem e seguir as intruções para o fazer no forno. É da gama Deluxe do Lidl e vem em duas variedades de ervas. Esta é a de ervas da Provença. Juntei no mesmo tabuleiro umas rodelas finas de batata doce e mais alguns vegetais e cogumelos, que polvilhei apenas com uma mistura de sal e pimenta Sechuan (coloco a mistura no moinho de pimenta e uso para temperar quase tudo) e pronto, almoço delicioso num instante!

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A Sónia roubou-me o post. Ou melhor, a ideia que andava na minha cabeça quase todos os sábados e acabou por nunca sair.

Acontece que é tudo verdade. Tudo, menos a parte de só velhotas andarem na hidroginástica. As nossas aulas (o homem também frequenta) tem bastantes "velhinhas" (maiores de 60), mas também tem alguns menores de 40 e até uma ou duas teenagers. O leque de idades deve andar entre os 16 e os 90. Na verdade também não se trata de uma classe de hidroginástica, mas sim de hidromix (quando descobrir a diferença digo-vos).

O mais engraçado é que eu consigo a proeza do 3 em 1: sou em simultâneo a bem comportada, a tímida na fila de trás e a snob que não gosta de despir-se em frente às outras. Só não sou velhota!

Mas vinha cá mesmo era contar-vos a "true story" mais engraçada da piscina. Deu-se na semana passada. Depois de levarmos uma tareia na aula (a professora estava possuída!), já após os duches, estava uma pessoa a falar da Páscoa, com a inevitável conversa das amêndoas e tal, a dizer que só gostava das mais baratas, as amêndoas francesas, que gostava de as trincar, blabla.

A anciã da turma (uma jovem com perto de 90 anos) sai-se com a seguinte pérola: "ai eu também. Nem é só com as amêndoas, é com tudo o que vem à boca. Não tenho paciência para chupar, gosto é de trincar, que ainda tenho os dentes todos." As outras mais novas a gozarem o prato, a senhora a continuar a falar, na sua inocência (acho eu!), e eu... Bom... Escusado será dizer que esta vossa amiga teve um ataque de riso tal que teve de fugir rapidamente dos balneários para conseguir respirar.

 

 Neste MEME vão ser 2 músicas porque acho que faz sentido e porque se complementam bem ambas dos Mogwai banda escocesa de Glasgow e na 1ª música temos um excerto duma entrevista onde o Iggy Pop num estado alterado explica o que é o Punk Rock a um apresentador incrédulo e uma assistência espantada mas rapidamente rendida ao pedaço de sabedoria que o Iggy consegue exprimir.

Ingredientes:

  • 3 postas de bacalhau demolhado
  • 1 lata de leite de côco
  • caril em pó
  • 1/2 couve roxa
  • 2 talos de aipo
  • 1/2 couve-flor
  • azeite 
  • sal, pimenta, louro, cravinho, coentros, gengibre q.b.

 

Preparação:

Cozer o bacalhau com um cravinho e uma folha de louro para aromatizar e reservar a água. Retirar a pele e as espinhas e lascar o bacalhau grosseiramente.

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Cortar as couves em juliana e os restantes legumes em pedaços pequenos. Pode-se usar virtualmente qualquer legume que se goste (ou que se tenha dentro do frigorífico, que foi o meu caso). Colocar dentro de uma caçarola com um pouco de azeite, alho esmagado, pimentas moídas na hora, gengibre em pó, cominhos e sal a gosto. Deixar os legumes amolecer e se necessário, acrescentar um pouco da água de cozer o bacalhau. Quando o volume estiver claramente diminuído e os legumes já tenros acrescentar um pouco do leite de côco (1/5 da lata) para dar cremosidade.

À parte, numa frigideira larga, colocar 4/5 do leite de côco (uso o do lidl, que é maravilhoso - normalmente fica separado na lata em uma pequena parte de água e uma grande parte de óleo/creme de côco, o que é excelente), bastante caril em pó (eu ainda reforcei com mais curcuma e os restantes temperos a gosto. Deixar apurar em lume baixo e afinar a textura do molho com a água de cozer o bacalhau. Quando o molho estiver a ferver juntar as lascas de bacalhau e envolver bem. Deixar ao lume apenas durante uns minutos, para não desfazer o bacalhau. Juntar coentros imediatamente antes de retirar do lume e servir com os legumes.

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Sugiro acompanhar com um bom vinho verde fresco, para acalmar o palato. 

Cá em casa somos ambos filhos de pais maoístas (actualmente ex-maoístas, ao que parece) e, ao longo do tempo, fomos descobrindo uma série de coincidências entre os dois, que podem bem ser apenas coincidências engraçadas, mas que gostamos de insinuar que têm relação com a militância clandestina no MRPP.

  • a fase macrobiótica; estranho é como, sendo sensivelmente da mesma idade e tendo frequentado essa meca da alimentação macrobiótica que é a Espiral mais ou menos nos mesmos anos, não se tivessem cruzado antes.
  • ultra-esquisitice na escolha de um lugar de estacionamento; ora porque é apertado, porque é largo demais, porque é longe, porque é mal iluminado, porque é entre dois carros, porque não é entre dois carros, porque fica ao sol, porque tem uma árvore... nunca há urgência ou pressa que justifique estacionar no primeiro lugar que aparece. Nem no segundo.
  • Falando em carros, esta nossa malta da "geração MRPP" parece ter uma particular apetência por automóveis Nissan (apesar do meu pai estar a "ganhar" 3-1.
  • resposta a SMS nossas, sejam curtas ou longas, elaboradas ou só a perguntar qualquer coisa, com "OK". Só isto. Nós perguntamos A ou B, a resposta é, invariavelmente, "OK".
  • terem começado a fumar (cigarros e cachimbo) na fase da clandestinidade e terem deixado definitivamente já bastante "crescidos". Poderá ter relação com a imagem quase mitológica do jovem revolucionário rebelde e erudito, suspeito...
  • ambos não curtem, nem à lei da bala, o seu antigo camarada Durão Barroso (não vou citar as opiniões por uma questão de decoro).

só que foi real.

Uma pessoa da empresa em que trabalho ia viajar em serviço. Foi barafustar com o departamento responsável pela marcação das viagens porque o vôo incluía uma escala em Bruxelas, no aeroporto de Zaventem, e não queria passar por nenhum aeroporto em que tivessem ocorrido atentados, porque é "muito perigoso" e "irresponsável" e "sem garantias reais de segurança" e tal. A pessoa em questão tem, convém esclarecer, um bocadito (grande) de paranóia com a segurança e as funções que exerce estão, em certa medida, relacionadas com o tema. Tentou tudo por tudo para alterar o vôo, mas já não foi possível porque não havia alternativas para as datas em que era necessário viajar. Até aqui tudo certo.

 

Mas qual era o destino final, conseguem adivinhar? Eu digo-vos. Era o Afeganistão.

 

The Magnetic Fields - Strange Powers, esta música apanhei-a da Banda Sonora do Tarnation, um Documentário Autobiográfico de 2003 de Jonathan Caouette que retrata a vida do Realizador desde a infância até a idade adulta com a sua mãe que sofre de Doença Mental, é um filme comovente, doloroso e esperançoso o que se chama um verdadeiro murro no estômago.

Falar inglês não é obrigatório; mas lá que dá um jeitaço em praticamente qualquer sítio do mundo, em muitos contextos profissionais, e até apenas enquanto factor facilitador do lazer ou entretenimento, não há a menor dúvida. 

Obviamente, não é vergonha nenhuma não saber, ou estar mais enferrujado, ou pronunciar um bocado ao lado.
Vergonha é uma empresa pública como o Metropolitano de Lisboa não ter encontrado melhor alternativa para as mensagens bilingues que passa nos altifalantes do que a gravação de uma senhora com uma dicção terrível e pronúncia ainda pior. O Zezé Camarinha poderia ter feito melhor.